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Quem é Katie Zacharia, porta-voz de Trump demitida com menos de uma semana no cargo

Secretária de imprensa deixou cargo dias após gafe em coletiva

Escolhida por Donald Trump para substituir Karoline Leavitt, Katie Zacharia teve uma passagem meteórica pela Secretaria de Imprensa da Casa Branca. A porta-voz deixou o cargo nesta sexta-feira, 16, menos de uma semana depois de assumir a função. Antes de chegar ao governo, ela construiu uma trajetória ligada à comunicação política, à mídia conservadora e a organizações alinhadas ao presidente americano, que não poupou elogios à lealdade de Katie quando anunciou sua nomeação, no dia 9 de outubro.

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Natural da Califórnia, Zacharia é formada em Direito pela Universidade Pepperdine e ganhou visibilidade como comentarista das emissoras Fox News e Newsmax, nas quais defendia pautas conservadoras e as políticas de Trump. Ela também integrou a equipe de comunicação da Trump Media & Technology Group, empresa ligada à Truth Social, rede social do presidente.

Sua experiência no setor público inclui uma passagem pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, onde atuou como porta-voz e subsecretária assistente de Relações Públicas entre fevereiro e abril de 2026. No início da carreira, também fez estágio na Casa Branca durante o governo de George W. Bush. Entre 2011 e 2013, morou na China, onde trabalhou em um escritório de advocacia.

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Casada e mãe de quatro filhos, Zacharia costuma destacar a importância da família. Ao estrear como porta-voz, na terça-feira, 13, afirmou que pretendia conciliar as exigências do cargo com a vida familiar. Durante a apresentação, chegou a chamar o marido de presidente antes de se corrigir, em um momento que repercutiu na imprensa.

A trajetória profissional de Zacharia passou a ser questionada após sua nomeação. Embora tenha sido apresentada por Trump como advogada, ela admitiu, em entrevista à Fox News, que não foi aprovada no exame necessário para obter licença para exercer a advocacia nos Estados Unidos. A agência Reuters também informou não ter encontrado registros de que ela estivesse habilitada a advogar em qualquer estado americano.

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Sua estreia diante dos jornalistas também foi alvo de críticas. A primeira entrevista coletiva durou cerca de 14 minutos, e ela respondeu a perguntas de apenas três veículos de comunicação. O desempenho levantou dúvidas sobre sua preparação para o posto, que exige lidar diariamente com questionamentos da imprensa sobre as decisões do governo.

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Fonte: veja.abril.com.br

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