Servidores do IBGE que participaram de uma greve de dois meses tiveram até 100% dos salários descontados na folha de pagamento essa semana, referente a outubro. Segundo apurou a CBN com fontes do instituto, o corte relativo a agosto e setembro foi feito de uma só vez e sem aviso prévio, comprometendo mais de 70% da renda de grande parte dos funcionários, mesmo com a produção já colocada em dia após o fim do movimento. O desconto é praxe e os servidores sabem que pode ocorrer, mas muita

Servidores do IBGE que participaram de uma greve de dois meses tiveram até 100% dos salários descontados na folha de pagamento essa semana, referente a outubro. Segundo apurou a CBN com fontes do instituto, o corte relativo a agosto e setembro foi feito de uma só vez e sem aviso prévio, comprometendo mais de 70% da renda de grande parte dos funcionários, mesmo com a produção já colocada em dia após o fim do movimento. O desconto é praxe e os servidores sabem que pode ocorrer, mas muitas das vezes é feito de forma parcelada enquanto é costurado um eventual acordo de compensação. Mas neste caso, mesmo com o trabalho posto em dia após o movimento, não só fizeram o desconto, como o fizeram sem aviso prévio e sem possibilidade de parcelamento segundo servidores ouvidos pela reportagem. Em um ofício enviado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o sindicato da categoria, a ASSIBGE, pede a suspensão imediata da medida cautelar ou o parcelamento dos valores alternativa já reconhecida como viável pela Procuradoria Federal. IBGE Divulgação / Hugo de Paula - IBGE No documento entregue à pasta, a entidade afirma que a direção do IBGE vem fazendo exigências desproporcionais para atrasar o acordo de compensação dos dias parados e atravancar as tratativas com os servidores. Até o momento, segundo o sindicato, não houve qualquer encontro com a direção para a negociação avançar. Procurada, a direção do IBGE disse que o órgão tem autonomia institucional e atua em conformidade com as normas e orientações aplicáveis à Administração Pública Federal. Em nota, acrescenta que o Instituto seguiu as orientações do Ministério da Gestão e da Inovação e comunicou oficialmente ao sindicato que as negociações seriam iniciadas após o período de defeso eleitoral.
Fonte: cbn.globo.com