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Sucuri de 4,5 metros encontrada em Goiás já havia atacado outros animais; assista ao vídeo

Animal foi levado a um centro de reabilitação e depois solto na natureza

Uma sucuri-amarela de aproximadamente 4,5 metros capturada na quarta-feira, 4, nas proximidades de uma residência em Caldas Novas, no sul de Goiás, já havia se alimentado de gatos e galinhas da região. Segundo o tenente Fábio Mesquita, do Corpo de Bombeiros, a serpente foi encontrada enquanto tentava devorar um cachorro pertencente a um morador.

Ao perceberem o ataque, os moradores tentaram afastar o animal, que soltou o cachorro e se escondeu em um brejo próximo. Quando os bombeiros chegaram, o cão já estava morto, após ser asfixiado pela serpente. A equipe retirou o corpo do local e o colocou em uma área mais limpa, aguardando que a sucuri retornasse para se alimentar. Quando o animal saiu do brejo, os militares conseguiram capturá-lo.

Cinco bombeiros participaram da operação no Setor Lagoa Quente. Mesquita afirmou que, em 20 anos de atuação na corporação em Caldas Novas, aquela foi a terceira ocorrência envolvendo uma serpente de grande porte da qual participou. Segundo ele, porém, nunca havia encontrado um exemplar tão grande. Após a captura, a sucuri foi encaminhada ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), no município, e posteriormente devolvida à natureza.

Biólogos identificaram o animal como uma sucuri-amarela adulta. Não foi possível determinar seu sexo pelas imagens. A espécie não possui veneno, mas captura suas presas por constrição, processo em que envolve o corpo da vítima e utiliza a força muscular para imobilizá-la e matá-la. Sua alimentação pode incluir mamíferos, peixes, jacarés e até outras serpentes.

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Por ser semiaquática, a sucuri pode ter se aproximado da residência em busca de alimento ou abrigo. A presença de um exemplar adulto na região também pode indicar equilíbrio ecológico. A espécie ocupa uma posição importante na cadeia alimentar, contribuindo para o controle de populações de outros animais. Especialistas ressaltam que serpentes não devem ser mortas quando encontradas em áreas residenciais.

O Corpo de Bombeiros orienta que a população mantenha distância e não tente tocar, capturar ou espantar o animal. Crianças e animais domésticos devem ser afastados do local. Se possível, a serpente pode ser observada de longe, sem que seja cercada ou acuada. Para solicitar atendimento especializado, a recomendação é acionar os bombeiros pelo telefone 193.

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Assista ao vídeo abaixo

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Fonte: veja.abril.com.br

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