Saída do Exército americano do país foi divulgada pelo Pentágono mais cedo na terça-feira (29); presidente afirmou que deixaria a região no controle do primeiro-ministro recém-eleito Ali al-Zaidi
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (30) que as últimas forças americanas estão deixando o Iraque, declarando o fim da missão militar liderada pelos EUA no país e elogiando o recém-eleito primeiro-ministro iraquiano.
“Hoje, tenho o prazer de anunciar que as últimas forças americanas estão deixando o Iraque!”, escreveu Trump em uma publicação na Truth Social. “Este é um grande dia para a América”, adicionou.
O presidente classificou a retirada como o encerramento de um capítulo custoso, culpando líderes do passado por “decisões muito ruins que nos envolveram nessa situação, para começar”, e acrescentando que “em breve, isso fará parte da história”.
Trump também aproveitou o anúncio para celebrar o novo líder do Iraque, o primeiro-ministro Ali al-Zaidi, descrevendo-o como “alguém que apoiei desde o início e que referendei totalmente”.
Ele disse que al-Zaidi “venceu uma eleição que não se esperava que ele vencesse e venceu de lavada!”.
O presidente traçou um forte contraste com a retirada do Afeganistão em 2021, quando 13 militares americanos morreram e equipamentos militares foram deixados para trás.
Ele afirmou que a “saída ordenada das forças e equipamentos da Coalizão da Base Aérea de Erbil marca o fim de uma incursão muito cara ao inferno”.
“Estabeleci uma missão clara, dei aos nossos comandantes as ferramentas para concluí-la e recusei-me a permitir que uma presença temporária se tornasse permanente”, escreveu Trump.
“Eu tinha a escolha de ficar ou partir e senti, sem sombra de dúvida, que era hora de a América voltar para casa!”, prosseguiu.
“Viemos para combater um califado. Não existe mais um califado. Estamos voltando para casa!”, acrescentou Trump.
Apesar da retirada, os Estados Unidos continuarão fornecendo treinamento específico e apoio de inteligência aos parceiros iraquianos.
Segundo o Pentágono, as Forças de Segurança do Iraque, incluindo os peshmergas e outras forças da região do Curdistão iraquiano, terão a responsabilidade de continuar combatendo remanescentes do Estado Islâmico e garantir a segurança do país.
A responsabilidade pelos desafios de segurança restantes, incluindo as milícias alinhadas ao Irã que, segundo Washington, ameaçam a soberania iraquiana e a estabilidade regional, também ficará com o governo do Iraque.
Os EUA afirmaram ainda que continuarão comprometidos com o combate ao terrorismo e trabalharão com o Iraque e outros parceiros para impedir que o Estado Islâmico volte a se reorganizar a partir do território iraquiano.
A retirada é amplamente apoiada pela população iraquiana, mas há preocupação de que as forças de segurança treinadas e financiadas pelos Estados Unidos ainda não tenham capacidade para proteger completamente o país.
Dezenas de milhares de iraquianos morreram desde a invasão liderada pelos EUA em 2003.
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Fonte: www.cnnbrasil.com.br