PV-"FALEM BEM OU MAL, MAS FALEM DE MIM"

Uma das coisas que temos observado durante todo esse tempo de regime democrático no Brasil é que, em geral, os ex-presidentes ficam reclusos. Reclusão é o afastamento voluntário do convívio social. Ou seja, procuram não  se envolver nas questões políticas e especialmente no governo que segue.

Lembramos desse pormenor quando lemos a coluna de Wilson Cid do JB. O mesmo diz: "Ex-presidentes raramente saem do ostracismo que eles mesmo elegem para se preservar e não macular a história de suas experiências. Mesmo quando o país vive momentos delicados ou conturbados, em geral preferem não se expor, afastam-se. E, se abrem raras exceções, é porque falaram mais alto os deveres do passado, que os convencem a trazer uma palavra, não para agravar o que já é grave, mas advertir, contemporizar ou sanear." E segue o seu comentário, trazendo em seguida as palavras do Ex-Presidente José Sarney.

Não segue esse preceito, o Ex-Presidente Jair Bolsonaro, que parece até ter retornado à campanha política bem antecipada, com embates quase constantes com adversários políticos.

Na nossa visão, não são as acusações que lhe são feitas, que o fazem estar sempre na mídia e ser ativo participaante do processo político que teoricamente ainda não começou.

Associamos essa postura ao ditado popular: "falem bem ou falem mal, mas falem de mim".

Parece haver uma necessidade grande do Ex-Presidente estar sempre presente em todos os temas políticos; um preparativo para 2026, mesmo faltando ainda muito tempo e o mesmo estando inelegível.

Resta saber se essa atuação midiática lhe favorecerá ou o tornará mais distante do seu intento que é voltar à Presidência da República. É ver para crer.

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