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A dívida bilionária de Márcio Poncio que entrou no radar da PF

Pastor voltou a ser alvo de operação nesta semana

Um relatório do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP) aponta que empresas e pessoas ligadas à família do pastor Márcio Poncio acumulam R$ 2,929 bilhões em dívidas com a União. O levantamento, referente ao segundo trimestre de 2025, reúne débitos tributários federais, multas e juros.

De acordo com o fórum, os valores não podem ser simplesmente somados entre os envolvidos porque parte das cobranças aparece vinculada a diferentes empresas e pessoas por responsabilidade solidária. Após retirar as duplicidades, o montante calculado foi de R$ 2.929.182.175,11. 

O relatório também cita bens e empresas relacionados à família. Segundo o FNCP, uma pesquisa em registros de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Aparecida de Goiânia identificou 292 documentos ligados a 84 pessoas físicas e jurídicas. O levantamento atribui ao grupo R$ 49,3 milhões em imóveis e afirma que 13 deles possuem registros de indisponibilidade ou arrolamento decorrentes de dívidas tributárias. Entre 2018 e 2023, empresas relacionadas teriam comprado 16 propriedades avaliadas em R$ 44,2 milhões, incluindo uma casa em Mangaratiba, adquirida por R$ 9 milhões, e um apartamento na Avenida Lúcio Costa, no Rio, comprado por R$ 22 milhões. O documento também registra a aquisição, por Sarah Poncio, de uma sala comercial na Avenida das Américas por R$ 723,8 mil em 2025.

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Nesta semana, Márcio Poncio voltou a ser alvo da Polícia Federal na 9ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Na operação, deflagrada em 29 de outubro, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca. Segundo a PF, a investigação identificou uma estrutura patrimonial com imóveis de alto padrão, aeronaves, carros de luxo e empresas em nome de familiares, colaboradores e terceiros. O pastor, que está em prisão domiciliar após ter sido preso na quinta fase da operação, também é citado no relatório do FNCP em um contexto de negócios relacionados ao mercado ilegal de cigarros e ao entorno do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho.

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Fonte: veja.abril.com.br

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