Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

Após carta de teor golpista de Flávio Bolsonaro, Nunes Marques diz que eleição foi 'legítima'

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, em nota divulgada na noite desta quarta-feira (28), ressaltou o compromisso da Justiça Eleitoral com o resultado das eleições presidenciais, especialmente com a "vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes". Após fuga, Flávio se diz 'presidente eleito', recua e passa a se chamar de 'líder do Brasil' Tarcísio diz 'entender indignação' de Flávio após carta


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, em nota divulgada na noite desta quarta-feira (28), ressaltou o compromisso da Justiça Eleitoral com o resultado das eleições presidenciais, especialmente com a "vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes". Após fuga, Flávio se diz 'presidente eleito', recua e passa a se chamar de 'líder do Brasil' Tarcísio diz 'entender indignação' de Flávio após carta golpista, mas que caminho é 'respeitar o resultado das urnas' No segundo turno, realizado no último domingo (25), o presidente Lula (PT) foi reeleito, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) saiu derrotado. Lula obteve 51,74%dos votos, contra 48,26% de Flávio Bolsonaro. A nota de Nunes Marques foi divulgada após o senador Flávio Bolsonaro divulgar uma carta de teor golpista em que volta a questionar o resultado das eleições. Em sua primeira manifestação após deixar o país acompanhado de sua família, o senador mente ao dizer que eleição sofreu fraude. Na primeira versão da carta de três páginas, o senador afirmou se dirigir ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Já na segunda divulgação, disse que se considera o "líder do Brasil". Flávio Bolsonaro e familiares chegando aos EUA RICARDO ARDUENGO/AFP Na nota, Nunes Marques informa que "as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais". O próprio partido de Flávio reconheceu o resultado das eleições, bem como aliados próximos, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Leia a nota do presidente do TSE na íntegra: "Nota do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes. No último domingo (25), foram realizadas as eleições mais inclusivas da história da República brasileira. Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança. Informo que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos. Com o empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais. Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral" Após fuga, Flávio se diz 'presidente eleito', recua e passa a se chamar de 'líder do Brasil' Após fugir para os Estados Unidos descumprindo determinação da Justiça, o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta de teor golpista em que volta a questionar o resultado das eleições, em que foi derrotado nas urnas pelo presidente Lula. Em sua primeira manifestação após deixar o país acompanhado de sua família, o senador mente ao dizer que eleição sofreu fraude. Na primeira versão da carta de três páginas, o senador afirmou se dirigir ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil", agradecendo ao presidente argentino Javier Milei e ao presidente americano Donald Trump por "acolhê-lo". Flávio Bolsonaro afirmava nesta versão inicial ser o presidente eleito -- o que é falso. Depois, Flávio Bolsonaro publicou nova versão da carta, em que altera "presidente" para "líder do Brasil". No entanto, o senador continua questionando o resultado das eleições na versão publicada posteriormente. Flávio Bolsonaro chegando nos Estados Unidos. RICARDO ARDUENGO/AFP O senador diz que "criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania", e pede à comunidade internacional que "não normalize o que está acontecendo no Brasil". "Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação. Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam." Na carta, Flávio volta a questionar a extensão do horário de votação, feito de 17h até 19h por determinação do ministro Cristiano Zanin, por conta de problemas com o transporte público e clima. No entanto, não foi apenas a coligação de Lula que pediu a extensão, mas também a campanha do próprio Flávio Bolsonaro. Sem provas, o candidato derrotado nas urnas afirmou que se viu "estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos". Falou em "atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno". No entanto, após 17h do último domingo, menos de 35 mil votos foram registrados nas urnas até as 19h, enquanto a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no Brasil foi de 4,4 milhões. O senador afirmou que "não fugiu do Brasil", mas "saiu pelo Brasil", de um "regime de exceção" para poder ser o "líder que o seu povo merece". "Pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime." O pai de Flávio Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está preso por tentar dar um golpe de Estado no Brasil em 2022. Jair foi condenado a uma pena de 27 anos e 3 meses. Initial plugin text Flávio Bolsonaro é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz, que já estava em Miami. Outra investigação apura supostos crimes no financiamento do filme "Dark Horse" sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: cbn.globo.com

Compartilhar