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Deputada argentina apresenta denúncia à Justiça por entrada de Flávio Bolsonaro no país

Marcela Pagano, ex-aliada de Javier Milei, pediu investigação sobre a passagem do senador pela fronteira e a viagem em avião particular

A deputada argentina Marcela Pagano apresentou, nesta quarta-feira, 28, uma denúncia à Justiça Federal de Puerto Iguazú para investigar a entrada de Flávio Bolsonaro (PL) na Argentina e sua viagem em um avião particular. A iniciativa foi anunciada no X antes de as autoridades argentinas confirmarem que o senador havia cruzado a fronteira com a mulher e as duas filhas e embarcado em um voo para Guayaquil, no Equador.

Na publicação, Pagano afirmou que Flávio estava proibido de deixar o Brasil por ordem judicial e questionou as circunstâncias da viagem. Se entrou, alguém o deixou entrar. Se tentaram tirá-lo por um aeroporto federal, alguém olhou para o outro lado, escreveu.

 

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A deputada pediu a preservação das imagens das câmeras da ponte internacional e do aeroporto, dos planos de voo, da lista de passageiros e do contrato do voo fretado. Também solicitou a investigação de possíveis crimes relacionados ao trânsito de pessoas e ao descumprimento dos deveres de funcionários públicos.

Ao encerrar a publicação, Pagano afirmou que a fronteira argentina não é um corredor VIP de ninguém e que a soberania não se negocia nem se empresta.

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Pagano foi eleita deputada em 2023 pela coalizão La Libertad Avanza, liderada pelo presidente argentino Javier Milei. Em agosto de 2025, rompeu com a bancada governista e passou a integrar o bloco Coherencia, após divergências com o oficialismo. Desde então, atua de forma independente no Congresso argentino. 

A rota da viagem

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A passagem de Flávio pela Argentina ocorreu apesar de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal e o proibia de deixar o Brasil. Flávio não cumpriu o prazo para entregar os documentos, que acabaram cancelados pelas autoridades brasileiras. A decisão foi tomada no contexto de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo também o advogado Willer Tomaz. Os dois negam irregularidades.

Depois de informações contraditórias sobre seu paradeiro, a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio, a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas entraram no país às 22h50 de terça-feira, 27, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguazú. Segundo o órgão, o grupo apresentou documentos válidos para entrar na Argentina e não tinha impedimentos migratórios.

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Cerca de 40 minutos depois, às 23h30, os quatro embarcaram em um voo particular operado pela empresa Baires Fly, com destino declarado a Guayaquil, no Equador. O destino final da viagem ainda não foi confirmado oficialmente. Na terça-feira, o governo dos Estados Unidos anunciou que Flávio e sua família receberiam vistos para entrar no país.

A viagem ocorreu três dias depois de Flávio perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a campanha, o senador havia afirmado que permaneceria no Brasil e que lideraria a oposição ao novo governo.

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Fonte: veja.abril.com.br

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