O premiê Pedro Sánchez afirma haver falecidos de 27 nacionalidades e autoridades recorrem a DNA devido a más condições dos corpos
Pessoas de até 27 nacionalidades podem estar entre os afetados pela colisão de dois trens de alta velocidade que deixou ao menos 69 mortos na Espanha, afirmou nesta sexta-feira, 30, o primeiro-ministro Pedro Sánchez. Segundo ele, o governo trabalha em coordenação com embaixadas e consulados para fornecer informações sobre seus cidadãos e prestar assistência às famílias.
Pelo menos 51 estrangeiros estiveram envolvidos no acidente, segundo o Ministério das Relações Exteriores espanhol. Destes, acredita-se que dois tenham morrido, nove ficaram feridos e 18 não sofreram ferimentos graves. A situação dos 22 restantes permanece incerta.
O acidente ocorreu na manhã de quarta-feira, 28, perto de Urda, na província de Toledo, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri. Um trem da estatal Renfe atingiu a parte traseira de um comboio da companhia Iryo que estava parado na via.
Luta para identificar vítimas
Em entrevista ao lado de Sánchez, o presidente da região de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, informou que há 70 registros de desaparecimento e advertiu que o número de mortos pode aumentar. Parte desses registros, porém, pode corresponder a pessoas cujos corpos já foram encontrados, mas ainda não tiveram a identidade confirmada. Até o momento, apenas 13 vítimas fatais foram identificadas.
O trabalho de identificação é dificultado pelas condições dos restos mortais. Familiares dos desaparecidos forneceram amostras de DNA para facilitar o processo e aguardam em Toledo por notícias.
Sánchez afirmou nesta sexta-feira que seu governo trabalha “de maneira incansável” para identificar os 69 mortos na colisão de dois trens de alta velocidade, diante da angústia das famílias que procuram desaparecidos.
+ Áudio de conversa entre maquinistas revela possível causa de acidente ferroviário na Espanha
“Estamos trabalhando de maneira incansável, todos os poderes do Estado (…) para tentar oferecer e fornecer o máximo de informação quanto antes, de forma fidedigna, aos familiares das vítimas”, disse o político espanhol após uma reunião com os serviços de emergência perto de Urda, município no centro do país onde ocorreu a tragédia.
Rede ferroviária ‘quebrada’
O premiê também reconheceu que a confiança no sistema de trens de alta velocidade do país está quebrada e prometeu esclarecer as causas da colisão e adotar medidas para evitar outra tragédia dessa dimensão. Neste ano, a Espanha sofreu com uma série de acidentes, incluindo outra colisão que matou 46 pessoas e deixou cerca de 300 feridos na mesma linha de alta velocidade, em 18 de janeiro.
Dos 110 pacientes hospitalizados após o acidente desta semana, 71 receberam alta e 39 permanecem internados. No local da colisão, equipes de emergência continuam as buscas entre os vagões destruídos, com o auxílio de cães e três grandes guindastes.
Fonte: veja.abril.com.br