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Ataque hacker à Binance: quem são os norte-coreanos suspeitos de roubar criptomoedas?

Segundo o The New York Times, hackers da Coreia do Norte são suspeitos do crime, mas país nega participação

Hackers da Coreia do Norte são suspeitos de estar por trás do recente ataque cibernético que afetou aproximadament 6,3 bilhões de dólares em ativos digitais da Binance, considerada a maior corretora de criptomoedas do mundo. As informações são do The New York Times e da BBC de Londres. Segundo os jornais ocidentais, empresas especializadas em análise de criptomoedas identificaram indícios de ligação com o grupo TraderTraitor, conhecido por operações criminosas contra o setor. A autoria, porém, ainda não foi confirmada.

A dimensão do ataque pode torná-lo o maior da história do mercado de criptomoedas, superando o roubo de 1,5 bilhão de dólares sofrido pela corretora Bybit no ano passado. O laboratório TRM Labs identificou semelhanças entre os dois episódios e afirmou que, assim como o crime de 2025, o ataque à Binance parece ter sido obra da unidade de hackers de elite da Coreia do Norte.

A Binance conseguiu congelar cerca de 3 bilhões de dólares na blockchain e está recuperando os demais ativos. Em nota, a empresa afirmou que cobrirá todas as perdas com recursos do fundo SAFU e do próprio patrimônio.

Como hackers da Coreia do norte viraram suspeitos?

A Chainalysis, outra empresa especializada em análise de criptomoedas, afirmou ter “alto grau de confiança” de que o grupo TraderTraitor está ligado ao incidente, embora a autoria não tenha sido confirmada.

Hackers norte-coreanos são frequentemente apontados como responsáveis por grandes ataques contra o setor de criptomoedas. Os grupos Lazarus e TraderTraitor são associados a operações criminosas cibernéticas que, segundo especialistas, serviriam para obter recursos financeiros para o regime norte-coreano, submetido a sanções internacionais. O governo do país nega essas acusações.

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O que aconteceu com a Binance?

Binance sofreu um ataque hacker que provocou um prejuízo estimado em 6,3 bilhões de dólares na noite desta quinta-feira, 29. Esse é o maior rombo da história dos criptoativos. Em comunicado publicado no X nesta sexta-feira, 30, a companhia afirmou que já conseguiu recuperar parte dos ativos e que pretende ressarcir integralmente os clientes afetados.

Segundo a empresa, a investigação inicial indica que o incidente pode ter envolvido o comprometimento do laptop de um engenheiro da corretora. Isso teria permitido que o invasor acessasse um contêiner de serviço e realizasse transações de saque não autorizadas.

“Não encontramos evidências de qualquer vazamento de chaves privadas de carteiras. Compartilharemos um relatório técnico detalhado assim que a investigação for concluída e os fatos forem totalmente verificados”, informou a empresa.

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Segundo a Binance, o impacto total estimado é de aproximadamente 6,3 bilhões de dólares. A companhia trabalha com parceiros do setor de blockchain para congelar os ativos afetados. Até o momento, cerca de 3 bilhões de dólares foram bloqueados na rede.

No comunicado mais recente, a corretora afirmou que começou a recompor os ativos afetados e continua trabalhando com autoridades policiais, emissores, empresas de inteligência em blockchain e parceiros do setor para rastrear, congelar e recuperar outros recursos.

“A Binance cobrirá todas as perdas com recursos do fundo SAFU e da própria empresa. A companhia já reservou mais de 6,34 bilhões de dólares para cobrir o incidente”, informou.

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De acordo com a corretora, cerca de 5 bilhões de dólares desse montante já estão alocados nos mesmos tokens afetados pelo ataque.

“Estamos concluindo a compra do valor restante em ativos correspondentes aos tokens afetados, por meio de operações no mercado e no mercado de balcão (OTC). O objetivo é recompor os ativos nas mesmas modalidades e cobrir eventuais déficits”, afirmou a empresa.

A Binance ponderou que essa etapa pode levar mais tempo porque alguns tokens têm baixa liquidez e as operações no mercado de balcão também exigem prazo para conclusão. A corretora ressaltou que os valores não incluem os ativos congelados ou protegidos, cuja recuperação e verificação continuam em andamento.

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“Estamos trabalhando com parceiros e autoridades policiais para recuperar os ativos congelados. Continuaremos usando recursos da empresa para cobrir déficits confirmados e forneceremos novas atualizações verificadas à medida que os esforços de recuperação avançarem”, explicou.

Por fim, a Binance afirmou que todos os fundos dos usuários poderão ser verificados publicamente por meio de seu sistema de Prova de Reservas.

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Fonte: veja.abril.com.br

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