Embora tenha desembarcado em Miami pela manhã, o parlamentar poderia participar remotamente dos trabalhos, convocados em formato semipresencial
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não havia registrado presença, até as 17h50, na sessão desta quarta-feira do Senado, a primeira após sua fuga para os Estados Unidos. Embora tenha desembarcado em Miami pela manhã, o parlamentar poderia participar remotamente dos trabalhos, convocados em formato semipresencial. A sessão foi aberta às 16h24 pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
A reunião extraordinária foi convocada para analisar propostas relacionadas a medidas provisórias próximas de perder a validade. A pauta inclui apoio financeiro a produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste e mudanças no adicional destinado a servidores que trabalham em localidades estratégicas de fronteira. Os prazos das medidas terminam nesta quarta e na sexta-feira, respectivamente.
Na tarde de hoje, Flávio divulgou uma carta em que se apresentou como verdadeiro presidente eleito e anunciou que pretende liderar a oposição do exterior. O senador voltou a alegar fraude na eleição, sem apresentar provas, e agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo acolhimento e pelo apoio à sua saída.
O posicionamento contrasta com a declaração feita na segunda-feira, quando afirmou que permaneceria no Brasil.
Flávio deixou o Brasil após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, no domingo.
Acompanhado da mulher e das duas filhas, cruzou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira e embarcou em um avião particular que fez escala no Equador antes de seguir para Miami. A determinação de entregar os passaportes ocorreu no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Ambos negam irregularidades.
Fonte: veja.abril.com.br