Sediada nos EUA, reunião de ministros das Relações Exteriores do grupo foi recheada de tensão; Rússia foi isolada no Ocidente após invasão à Ucrânia
Os Estados Unidos cancelaram nesta sexta-feira, 30, a foto oficial da reunião dos ministros das Relações Exteriores do G20, em Atlanta, após representantes europeus se recusarem a posar ao lado do chanceler russo, Sergei Lavrov. O encontro é conduzido pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, confirmou o cancelamento após a primeira sessão. Não há normalidade com a Rússia. Não devemos enviar sinais visuais falsos, afirmou.
O Reino Unido também aderiu à recusa. Um funcionário britânico informou à emissora BBC que o país mantém a política de evitar contatos bilaterais com ministros russos desde a invasão da Ucrânia, em 2022. Um representante americano disse que os anfitriões desistiram do registro para impedir que a situação desviasse a atenção das discussões.
Cúpula de Chanceleres do G20
Poucos avanços são esperados esta semana por parte do grupo das 20 principais economias do planeta, que inclui China, Índia, Rússia, Japão, Alemanha e França, devido às divergências a respeito da guerra na Ucrânia e das consequências do conflito com o Irã.
A Rússia foi isolada pela maior parte do Ocidente após a invasão do território ucraniano em 2022, e o próprio Lavrov continua sujeito a sanções internacionais. O encontro de Rubio com o chanceler russo acontece pouco antes das novas negociações entre Moscou, Kiev e Washington, marcadas para novembro.
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O governo dos Estados Unidos busca a via diplomática para encerrar o conflito na Ucrânia, ao mesmo tempo que solicita a cooperação do Kremlin para controlar os preços dos combustíveis, um tema crucial da campanha para as midterms, eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump recentemente flexibilizou sanções contra a Rússia e fechou um acordo para comprar mais de 2 milhões de barris de diesel, na esperança de reduzir os valores nas bombas de gasolina para os americanos.
O governo Trump, que está a ponto de ceder o mandato rotativo do G20 ao Reino Unido, considera que a plataforma se desviou de sua missão principal. Washington comprometeu-se a devolver ao fórum o objetivo de impulsionar o crescimento econômico, argumentando que a segurança internacional e a prosperidade financeira estão “intimamente relacionadas”.
Fonte: veja.abril.com.br