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Ibovespa derrete 13,9% em pregão pós-reeleição de Lula; dólar tem maior alta diária desde 1999

Índices operam exatamente como o esperado em caso de vitória do petista; especialistas afirmam que anunciar medidas 'mais pró-contas públicas' acalmaria mercado

O Ibovespa derreteu 13,88% nesta segunda-feira, 26, recuando para os 176,6 mil pontos, depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na véspera. A bolsa de valores brasileira reflete o estresse dos investidores, que vinham precificando a vitória do adversário, Flávio Bolsonaro.

Gabriel Mota, analista de renda variável da Manchester Investimentos, afirma que o comportamento do mercado hoje não é novidade. Já era sabido que, se Lula vencesse a disputa presidencial, os índices operariam o dia todo no negativo.

As empresas que estão do lado positivo são as que estavam fora do trade eleitoral e têm uma ideia muito mais voltada para o cenário externo, diz o especialista. É o caso de WEG, Suzano e Vale. É um cenário crítico principalmente para companhias de setores mais sensíveis a juros e empresas que estão endividadas, como a Cosan.

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A agenda econômica brasileira ainda contou com a divulgação do Boletim Focus semanal. Os analistas consultados pelo Banco Central reduziram a estimativa para a taxa Selic, de 12% para 11,75% ao ano, enquanto a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,32% para 1,31%. Já a expectativa de inflação em 2027, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,32% para 4,34%, na segunda semana consecutiva de alta.

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Entre as demais ações de peso no principal índice da B3, os bancos operaram fortemente no negativo. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas, com baixa de 29,33%, seguido pelo Bradesco (BBDC4), que recuou 21,40%. O Itaú (ITUB4) caiu 13,66%, enquanto o Santander (SANB11) teve desvalorização de 4,47%.

O dólar, por sua vez, encerrou em valorização de mais de 9% — chegou a subir 9,7% durante o dia — e ficou cotado a 5,41 reais, a maior alta diária desde 1999 e o maior valor desde julho de 2025. Para acalmar o mercado, o governo reeleito tem que sinalizar medidas de controle de gastos, mais pró-contas públicas, afirma Mota.

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Fonte: veja.abril.com.br

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