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Mais um teste de sobrevivência para Benjamin Netanyahu

Há nas eleições legislativas, marcadas para o próximo dia 27, um nó que pode lhe subtrair votos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, cresceu numa trincheira: a da sobrevivência política. Figura onipresente nas três últimas décadas, ele ocupou o cargo de premiê três vezes, somando 19 anos no poder. Ao longo do tempo, desviou de crises que pareciam impossíveis de serem contornadas. O chefe do tradicional partido de centro-direita Likud debelou, em seu atual mandato, acusações de corrupção, protestos diante da tentativa de redesenhar o Judiciário na base da canetada e, sobretudo, as críticas nacionais e internacionais em torno das sangrentas ofensivas militares em Gaza, no Líbano e no Irã, depois dos atentados terroristas de 7 de outubro de 2023, promovidos pelo Hamas e que deixaram 1200 mortos e 250 reféns.

Há, agora, contudo, nas eleições legislativas marcadas para o próximo dia 27, um nó que pode lhe subtrair votos: funcionários do governo revelaram, sob a condição de anonimato, que Netanyahu tinha conhecimento prévio dos planos do Hamas e nada fez. A questão está no centro da disputa eleitoral liderada, segundo as mais recentes pesquisas, por Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, do partido centrista Yashar. Diante do apertado cenário, Bibi, como o chamam os amigos, se desencastelou e tem feito corpo a corpo com apoiadores, como o encontro em um shopping em Yoqneam, no norte de Israel, no domingo 18.

O pleito tem um quê de referendo sobre a postura de Netanyahu, evidentemente apoiado por Donald Trump. O mundo presta atenção ao Oriente Médio.

Publicado em VEJA de 23 de outubro de 2026, edição nº 3018

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Fonte: veja.abril.com.br

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