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O alerta ambiental por trás da captura de 138 peixes-leão em Fernando de Noronha

Espécie invasora ameaça biodiversidade marinha brasileira com alta capacidade de reprodução e sem predadores naturais

Um grupo de mergulhadores capturou 138 peixes-leão em uma operação de manejo em Fernando de Noronha nesta quarta, 28. Os animais da espécie Pterois volitans são invasores e ameaçam a biodiversidade marinha do arquipélago na costa brasileira.

Os peixes foram capturados na região do Cabeço 47 entre o Porto de Santo Antônio e a Praia da Conceição, como informou o coordenador da operação Fernando Rodrigues, ao g1. 

Estamos fazendo uma varredura em pontos onde já realizamos capturas e que fazem parte do roteiro de manejo. Esse local costuma reunir peixes-leão. Só não imaginávamos que encontraríamos tantos, afirmou.

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A operação foi realizada por profissionais da operadora de mergulhos Sea Paradise, com aprovação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Em outra operação realizada no início do mês de outubro, foram capturados 312 peixes-leão na área do porto.

Isso mostra a eficiência da espécie invasora, que está se reproduzindo muito rápido. Se diminuirmos o esforço de captura, eles podem tomar conta da área. O peixe-leão pode causar grandes danos ao meio ambiente, completou o coordenador.

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O peixe-leão é uma espécie originária do Indo-Pacífico, tem alta capacidade de reprodução e adaptação e não possui predadores naturais na costa brasileira. Com capacidade de comer até 20 peixes pequenos em apenas 30 minutos, são uma ameaça a espécies endêmicas (exclusivas da região do arquipélago), como a donzelinha-de-rocas, e ameaçadas de extinção. 

Os animais também são perigosos para os humanos em razão dos seus 18 espinhos que contêm uma toxina que pode causar dor intensa, irritação, inchaço, vermelhidão no local, náuseas, cólicas e em casos mais graves desmaios e convulsões.

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Um peixe-leão foi identificado pela primeira vez no Brasil em 2014, no Rio de Janeiro, e vem se espalhando pelo litoral brasileiro. Em Fernando de Noronha, a Sea Paradise fez o primeiro registro da espécie no arquipélago em 2020, e desde então mais de 3.000 indivíduos foram removidos.

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Fonte: veja.abril.com.br

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