Condenado por manter rede de exploração sexual, o financista americano teria passado férias em Balmoral em 1999, a convite do ex-príncipe Andrew
A polícia da Escócia investiga uma suposta estadia em um castelo da família real britânica, em 1999, do falecido financista Jeffrey Epstein, julgado e condenado por cultivar uma rede de exploração sexual de mulheres, muitas delas menores de idade, as quais compartilhava com amigos endinheirados. Segundo revelou a imprensa local nesta sexta-feira, 30, ele e sua cúmplice, a namorada Ghislaine Maxwell, teriam se hospedado em Balmoral a convite do então príncipe Andrew.
“Recebemos informações e há investigações em curso, mas ainda estão em uma fase muito preliminar”, indicou a polícia, citada, entre outros meios, pela agência de notícias britânica PA e pela emissora Sky News.

A polícia escocesa não forneceu mais detalhes sobre a investigação em curso, alegando que “seria inadequado fazer mais comentários” por respeito às “vítimas”, de acordo com a Sky News.
O tabloide Daily Express, o primeiro a revelar este novo desdobramento, indicou que a polícia da Escócia analisa acusações de que mulheres teriam sido exploradas em Balmoral, então propriedade privada da falecida rainha Elizabeth II e que agora pertence ao rei Charles III.
O enrolado Andrew
Terceiro filho da rainha Elizabeth, Andrew teve os títulos removidos pelo irmão, Charles, depois que vieram à tona novos documentos do caso Epstein no ano passado, revelando que a extensão de sua amizade com o criminoso sexual era mais profunda do que ele havia admitido.
O escândalo tornou-se ainda mais incontornável após a publicação de uma biografia póstuma de Virginia Giuffre, uma americana que acusou o ex-príncipe de agressão sexual quando tinha 17 anos. Ela cometeu suicídio antes do livro chegar às prateleiras.

Pelo menos nove serviços policiais, em nível nacional, estão investigando os laços entre Andrew e Epstein. A polícia escocesa já investigava um voo realizado em 2006 e supostamente fretado pelo criminoso sexual para levar mulheres ao Reino Unido pelo aeroporto de Edimburgo.
Em fevereiro de 2026, o ex-príncipe chegou a ser preso e permaneceu detido por 12 horas. Contudo, não foi denunciado até o momento e nega ter cometido qualquer ilegalidade em relação ao caso do financista.
Fonte: veja.abril.com.br