São necessários 41 votos para eleição; votação secreta é vista como problema que permite traições
Aliados do senador Rogério Marinho (PL-RN) estão otimistas com a eleição do parlamentar para a Presidência do Senado no começo do ano que vem, logo após a posse dos novos integrantes da Casa. Em uma estimativa realizada na segunda-feira, 2, apoiadores falam em até 48 votos para tirar Davi Alcolumbre (União-AP) do comando do Congresso Nacional. Para eleger um presidente, é necessário ter maioria simples (41 senadores).
Ao todo, o PL terá 29 integrantes no Senado a partir de fevereiro de 2027. A legenda, que lançará Marinho na corrida pela Presidência da Casa nesta quarta-feira, 4, conta também com três votos certos do Novo. Há expectativas dentro do PL de que parlamentares do Republicanos, que terá cinco cadeiras, caminhem com Marinho. A disputa final pelo número mínimo de votos para eleição ficará em torno de senadores considerados independentes e de integrantes do PSDB, Podemos e PSD.
Voto secreto e traições
Um ponto visto como problema é a votação secreta no plenário do Senado. Isso porque há possibilidade de parlamentares prometerem voto a um, mas escolherem outro candidato. Para tentar barrar possíveis traições, aliados de Marinho defendem que os senadores do PL e demais ligados ao bolsonarismo votem de maneira aberta no dia da escolha. Caso não divulgue o voto voluntariamente, o senador que preferir manter o voto secreto poderá ser apontado como possível traidor.
Uma das metas de aliados de Marinho é pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo fato de o Senado ser a casa iniciadora de um eventual processo de impeachment contra membros da Corte. No entanto, o número necessário para afastar um integrante do Supremo é de 54 votos, o que a direita bolsonarista não tem. O alvo já declarado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que condenou Bolsonaro a 27 anos e três de prisão. Atualmente, o capitão da reserva está em regime domiciliar em Brasília.
Fonte: veja.abril.com.br