O Brasil registrou 40 casos de violência política contra indígenas entre julho e outubro de 2026, segundo levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). As ocorrências foram registradas em 15 estados e incluem assassinatos, ameaças de morte, racismo, agressões físicas e violência de gênero. Em entrevista à CBN, Luana Kaingang, coordenadora executiva da entidade, afirmou que os episódios se intensificaram durante o período eleitoral e no pós-eleição, especia

O Brasil registrou 40 casos de violência política contra indígenas entre julho e outubro de 2026, segundo levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). As ocorrências foram registradas em 15 estados e incluem assassinatos, ameaças de morte, racismo, agressões físicas e violência de gênero. Em entrevista à CBN, Luana Kaingang, coordenadora executiva da entidade, afirmou que os episódios se intensificaram durante o período eleitoral e no pós-eleição, especialmente em Mato Grosso do Sul e na Região Sul. Entre os casos mais graves estão os assassinatos de indígenas e ameaças de envenenamento de fontes de água em comunidades Guarani e Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. Segundo Luana, áudios com ameaças de contaminação por agrotóxicos foram identificados e encaminhados às autoridades. A representante também relacionou o aumento da violência aos conflitos territoriais, principalmente em áreas de retomada, ocupadas por indígenas que reivindicam terras das quais foram expulsos e que ainda não passaram pelo processo de demarcação. A Apib informou que acompanha as denúncias e cobra providências do governo federal. A Polícia Federal e outros órgãos foram acionados para investigar os episódios. A entidade também enviou uma carta ao presidente Lula pedindo investigações mais rigorosas e proteção imediata às comunidades ameaçadas. Luana destacou a preocupação com a continuidade das agressões e defendeu respostas rápidas para garantir a segurança dos povos indígenas.
Fonte: cbn.globo.com