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Grupo português Vila Galé planeja inaugurar seis hotéis no Brasil até 2028

Após abrir dois empreendimentos na última semana de outubro, a Vila Galé já opera quinze unidades no país entre resorts e hotéis de alto padrão

O grupo português de hotelaria Vila Galé planeja abrir seis empreendimentos no Brasil até 2028, cujos investimentos são estimados em cerca de 1 bilhão de reais. Fundada em 1986, a empresa chegou ao país em 2001 e, atualmente, opera quinze unidades aqui, sendo que as mais novas foram inauguradas nos últimos dias um hotel em São Luís (MA) com 43 quartos e um resort no Cabo de Santo Agostinho (PE) com 298 apartamentos. A Vila Galé continua a apostar fortemente no Brasil, afirmou Jorge Rebelo de Almeida, fundador da rede, na coletiva de imprensa que marcou a inauguração do resort pernambucano no sábado, 30. É um país com um potencial incrível para o turismo, uma indústria que fomenta o desenvolvimento e que gera muito emprego.

Em dezembro, a companhia espera inaugurar um segundo hotel em São Luís (MA). No ano que vem, devem ser abertos dois hotéis em Coruripe (AL), um em Brumadinho (MG) e outro em João Pessoa (PB). Em 2028, entrará em operação o empreendimento de Florianópolis (SC). Diante dos juros altos e dos recordes de inadimplência, os bancos estão mais restritivos na concessão de crédito, mas o cenário não preocupa a Vila Galé. Temos a vantagem de sermos uma empresa financeiramente forte, porque reinvestimos o que ganhamos e não distribuímos, disse Almeida aos jornalistas, destacando que o grupo prefere trabalhar com o próprio caixa a se endividar. Devemos andar todos o mais possível afastados dos bancos, disse.

A julgar pelos resultados de 2025, não faltarão recursos próprios para tirar os planos do papel. O caixa livre do grupo aumentou 7% para 105,3 milhões de euros (cerca de 640 milhões de reais pelo câmbio atual). A cifra provém dos 313,7 milhões de euros (aproximadamente 1,9 bilhão de reais) de faturamento e dos 77,5 milhões de euros de lucro líquido. Os valores representam crescimentos sobre 2024 de 15% e de 2% respectivamente.

O Brasil contribuiu com 730 milhões de reais de faturamento no ano passado cerca de 120 milhões de euros pelo câmbio atual. Comparado aos 532 milhões de reais faturados em 2024, o valor corresponde a um incremento de 37%, favorecido pela inauguração de empreendimentos em Ouro Preto (MG) e Belém (PA), bem como à maturação de projetos abertos nos anos anteriores. Com isso, o número de quartos ocupados no ano passado cresceu 12%, a taxa de ocupação passou de 48% para 50%, e a receita média gerada por quartos efetivamente ocupados (ADR, na sigla em inglês) passou de 948 reais para 1036 reais. Já a receita por quarto disponível (RevPar, na sigla em inglês), que considera o total de apartamentos da rede, a não apenas os ocupados, evoluiu de 455 reais para 518 reais.

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Segundo Almeida, a boa saúde financeira do grupo permite apoiar projetos ainda em fase de amadurecimento. Se não fôssemos por a mão por baixo de alguns dos nossos 54 hotéis no período inicial, a coisa ficava um bocado mais complicada.

Para elevar a ocupação dos empreendimentos maiores como o Reserva do Paiva inaugurado em Pernambuco no último sábado 30, a estratégia é oferecer um leque de atrações que atenda tanto às famílias que viajam de férias, quanto o mercado de eventos e de convenções. Isto, porque o novo resort conta também com dez salas de eventos, sendo que a maior delas é capaz de acomodar 1 400 pessoas. Além disso, o grupo conta com a localização para lotar seus empreendimentos. No acumulado do ano até setembro, o número de turistas estrangeiros no Nordeste que responde pela maior parte da operação do grupo no país – cresceu 27% na comparação com o mesmo período do ano passado. No Rio Grande do Norte, o salto foi de 125%, em Alagoas, de 88%, e em Pernambuco, de 65%.

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A Vila Galé também atua em parceria com operadores turísticos, tais como as agências de viagem e as companhias aéreas, para canalizar o fluxo de estrangeiro para os destinos onde está instalada. A inauguração do Vila Galé Collection Ópera São Luís na semana passada, por exemplo, foi precedida pelo estabelecimento de dois voos semanais ligando a capital maranhense a Lisboa e operados pela portuguesa TAP. Trata-se da primeira rota ligando São Luís à Europa e o voo inaugural decolou da cidade no último dia 27. Agora, a compra de 49% do capital da aérea portuguesa pela alemã Lufthansa por 1,2 bilhão de euros negócio anunciado em meados de outubro pode acelerar a abertura de novos voos e elevar o potencial de turistas estrangeiros no Brasil.

No ano passado, o país recebeu 9,3 milhões de estrangeiros um recorde. No entanto, Almeida enxerga espaço para muito mais. A Espanha é do tamanho da Bahia e recebe 90 milhões de turistas; a França, 92 milhões; o México, 50 milhões, lista o fundador da Vila Galé. O Brasil tem um caminho enorme a percorrer no turismo.

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(O jornalista viajou a Pernambuco a convite da Vila Galé)

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Fonte: veja.abril.com.br

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