O plenário do Tribunal Superior Eleitoral vai jugar nesta quinta-feira (8) a validade da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. O ex-procurador recebeu quase 3 milhões de votos no domingo, garantindo uma das vagas da bancada paranaense. Apesar da vitória nas urnas, a diplomação segue suspensa porque Dalagnol concorreu protegido por uma liminar do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Se os ministros confirmarem a inelegibilidade do candidato do Novo com base na Lei da F

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral vai jugar nesta quinta-feira (8) a validade da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. O ex-procurador recebeu quase 3 milhões de votos no domingo, garantindo uma das vagas da bancada paranaense. Apesar da vitória nas urnas, a diplomação segue suspensa porque Dalagnol concorreu protegido por uma liminar do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Se os ministros confirmarem a inelegibilidade do candidato do Novo com base na Lei da Ficha Limpa, os votos serão anulados e uma nova eleição para a vaga terá de ser convocada. Deltan foi o nome mais votado no pleito de quatro anos atrás entre os concorrentes a deputado federal pelo Paraná, mas seu registro de candidatura foi indeferido pelo TSE em maio de 2023, quando ele já exercia o mandato na Câmara. Com a decisão, o ex-procurador perdeu o mandato. Naquele julgamento, o TSE concluiu que Deltan antecipou o pedido de exoneração do Ministério Público Federal no final de 2021 para evitar a instauração de um processo administrativo disciplinar, cujo desdobramento poderia gerar alguma sanção. Ao se inscrever para a disputa deste ano, Deltan foi alvo de contestações na Justiça Eleitoral que apontam que ele está inelegível até 2029. Na véspera da eleição, o ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques indeferiu a candidatura de Dalagnol, determinando que os votos dados a ele fossem considerados nulos. No dia eleição, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, derrubou a decisão de Floriano sob o argumento de que o deferimento ou indeferimento de candidatura só pode sair de um colegiado. Em nota, Deltan Dallagnol declarou que confia na independência do TSE e cobrou o respeito à escolha do eleitorado paranaense.
Fonte: cbn.globo.com