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Apoiadores de Flávio Bolsonaro pedem help a Donald Trump

Mensagens enviadas ao presidente americano sugerem desde a intervenção no Brasil até a captura de Lula

Após a derrota do senador Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, seus apoiadores não param de pedir socorro ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Um levantamento realizado pela Ativaweb DataLab, que analisou  3,28 milhões de menções sobre o assunto no Instagram e no Facebook, mostra que 82% dos militantes pedem ajuda diretamente no perfil do presidente americano.

Para o cientista de dados Alek Maracajá, CEO da Ativaweb DataLab, os bolsonaristas trocaram os quartéis do Exército pelas redes sociais para protestar. “Em 2022 eles batiam ponto na porta do quartel. Em 2026 batem ponto no perfil de Trump. A barraca virou um comentário, mas a vigília continua a mesma”, afirma.

Segundo o estudo, 76% dos perfis são de usuários de 55 a 65 anos ou mais. Os demais se dividem entre faixas etárias variadas. “É uma geração que aprendeu a protestar na rua e agora protesta no celular. Mudou o instrumento, não a convicção”, diz Maracajá.

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O estudo mostra ainda que um em cada três comentários pede que Trump “salve” o Brasil — um terço deles escrito em inglês (help Brazil). Frases prontas , como “Lula disse que você não tem coragem de vir buscar ele”, circulam em grande volume.

A mensagem mais comum  é  Venha buscar o Lula. Os internautas fazem um paralelo com o que aconteceu com o ditador da venezuelano Nicolás Maduro, capturado pelas forças especiais dos EUA.

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A combinação de expectativa frustrada, derrota não reconhecida, supostas fraudes e a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos têm impulsionado as mensagens nos perfis de Donald Trump.

O argumento mais usado pelos internautas para questionar o resultado das urnas é a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin.

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Em 2022, depois da derrota de Jair Bolsonaro, apoiadores acamparam diante dos quartéis pedindo intervenção das Forças Armadas. Os acampamentos continuaram mesmo depois que Bolsonaro viajou para os EUA, às vésperas da posse de Lula, e só foram desmontados após os ataques de 8 de janeiro.

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Fonte: veja.abril.com.br

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