
Uma pesquisa coordenada pela Unimontes, Universidade Estadual de Montes Claros identificou uma diversidade expressiva de borboletas e mariposas no extremo norte da Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais. Os levantamentos foram realizados nos parques estaduais Caminho dos Gerais e de Montezuma e no Morro do Pau dArco, área que também abriga um sítio arqueológico. Um dos estudos registrou 407 borboletas frugívoras, distribuídas em 18 espécies. Os pesquisadores identificaram maior presença desses insetos em locais com vegetação mais densa e diversificada. Já os levantamentos de mariposas apontaram maior diversidade em ambientes preservados ou em processo de regeneração, enquanto áreas degradadas apresentaram menor variedade de espécies. Borboletas e mariposas podem ajudar a revelar estado de conservação de ambientes naturais, indica pesquisa DivulgaçãKarine Melo de Matos O trabalho foi coordenado pelo professor doutor Mário Marcos Espírito Santo, da Unimontes, e integra o Programa de Ação Territorial do Espinhaço Mineiro, desenvolvido pelo WWF em parceria com o Instituto Estadual de Florestas. O pesquisador fala sobre a importância da preservação dos habitats e da ampliação das pesquisas científicas no Espinhaço Norte, diante da pressão de novos empreendimentos na região. 'O principal alerta que esse estudo traz é a necessidade da preservação dos habitats' "Eu diria que o principal alerta que esse estudo traz é a necessidade da preservação dos habitats, não só para as borboletas, como para também outros organismos da flora e da fauna no Espinhaço norte. Existe uma carência muito grande de estudos nessa região, e é importante ressaltar que esse foi o primeiro estudo que a gente conhece feito especificamente com insetos nessa região, né, no Espinhaço, eh, norte de Minas, foi um estudo relativamente pontual". "Então, é necessário que haja investimentos para um maior conhecimento da fauna do norte de Minas Gerais, principalmente na região do Espinhaço ali, não só, mas ali devido a pressão desses empreendimentos que vêm surgindo, para que sejam criados programas de de desenvolvimento para a região que sejam, de fato, ambientalmente amigáveis." Os resultados também reforçam a importância de manter a vegetação diversificada e a conexão entre áreas naturais. Borboletas e mariposas são consideradas indicadores das condições ambientais, já que mudanças na diversidade desses insetos podem revelar alterações nos ecossistemas. As informações produzidas devem contribuir para o planejamento de estratégias de conservação e para o monitoramento da biodiversidade no Norte de Minas.
Fonte: cbn.globo.com