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Coreia do Sul se despede de Choi Bool-am, o pai da nação da TV

Ator morre aos 87 anos e recebe a mais alta condecoração cultural do país

Durante décadas, Choi Bool-am interpretou figuras paternas que se tornaram familiares aos sul-coreanos. Na segunda-feira, 2 de novembro, a despedida do ator reuniu parentes, colegas de profissão e representantes da vida pública em Seul. Conhecido como o pai da nação da televisão, ele morreu na quinta-feira, 29 de outubro, aos 87 anos, enquanto recebia tratamento em um hospital na região oeste da capital.

Nascido em Incheon, em 1939, com o nome de Choi Young-han, o ator construiu uma carreira de 67 anos no teatro, no cinema e na televisão. Estreou nos palcos em 1959, em uma montagem de Hamlet, e chegou à TV em 1967.  Mas a  projeção nacional veio com Chief Inspector, série policial da MBC exibida entre 1971 e 1989. No papel do detetive Park Young-han, Choi se tornou um dos rostos mais reconhecidos da emissora.

Em 2024, participou de Chief Detective 1958, produção que retomou o universo da série e teve Lee Je-hoon no elenco.Outro personagem decisivo para sua popularidade foi o líder de uma comunidade rural em Country Diaries. No ar de 1980 a 2002, o drama familiar acompanhou o público por 22 anos e consolidou a associação do ator com figuras paternas.Na produção, ele contracenava com Kim Hye-ja, com quem formou um casal também em outros trabalhos.

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A cerimônia privada no Centro Médico Asan, no sudeste de Seul, teve a presença da atriz Kim Min-ja, mulher de Choi. Em lágrimas, ela estava acompanhada de Kim Hye-soo, que permaneceu ao lado da família desde o primeiro dia do velório.

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Na sequência, uma missa fúnebre foi celebrada na igreja católica de Yeouido, em Seul, pelo cardeal Andrew Yeom Soo-jung, ex-arcebispo da capital. Os atores Song Il-kook e Shin Hyun-joon estiveram entre os presentes.

O cardeal, que havia batizado Choi em 2018, lembrou a capacidade do ator de confortar o público em momentos difíceis: Dedicou sua vida à atuação e se tornou um amigo dos marginalizados em nossa sociedade, afirmou.

A despedida também passou pela sede da Chorogusan para Crianças, fundação à qual Choi dedicou décadas de trabalho em defesa dos direitos de crianças e adolescentes. A homenagem antecedeu o sepultamento em um parque memorial de Paju, ao norte de Seul.

O reconhecimento oficial à sua trajetória foi na sexta-feira, 30 de outubro, quando recebeu, postumamente, a Coroa de Ouro da Ordem do Mérito Cultural, a mais alta condecoração cultural da Coreia do Sul. A honraria distinguiu suas contribuições à televisão, ao cinema e ao teatro.

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Nos dias de velório, as homenagens reuniram atores, políticos e representantes da polícia, uma demonstração do alcance de sua popularidade para além das telas. Choi deixa Kim Min-ja e dois filhos.

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Fonte: veja.abril.com.br

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