Dados organizados pelo INPE e divulgados, nesta sexta-feira (16), apontam maior queda na vegetação dos dois biomas brasileiros durante todo o período analisado
A Amazônia e o Cerrado registraram, em 2026, as menores taxas de desmatamento da série histórica. As informações foram divulgadas, nesta sexta-feira (16), pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente). Os dados são compilados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
De acordo com a pasta, a Amazônia teve um desmatamento de 3.335 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026. Isso representa uma redução de 41,8% em relação ao período anterior, sendo a menor taxa da série histórica, iniciada em 1988.
O Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros gerido pelo Inpe utiliza o levantamento feito pelo sistema PRODES 2026 (Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite).
Para o Cerrado, o desmatamento registrou 5.516,69 km² durante o período analisado, que representa uma queda de 23,8% em comparação com o último intervalo de tempo monitorado. Da mesma forma, o instituto constatou se tratar do menor indíce da série histórica do bioma, que começou em 2001. Geograficamente, a perda de vegetação no bioma reflete a forte pressão na região do MATOPIBA: os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia somam mais de 74% de toda a área desmatada no Cerrado.
A trajetória descendente simultânea nos dois biomas evidencia a eficácia do monitoramento contínuo por satélite e do direcionamento de ações de fiscalização aos municípios prioritários. No entanto, a preservação do Cerrado e da Amazônia segue dependendo do fortalecimento contínuo das políticas de controle ambiental e de incentivos à conservação do solo.
Durante coletiva de imprensa, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, disse que ler esses números “parece um sonho”. O chefe da pasta ambiental disse que a queda “absolutamente estratosférica” demonstra o fato do governo estar trazendo resultados concretos para os dois biomas.
Capobianco afirmou se tratar de um processo contínuo de combate ao desmatamento com reduções ano a ano nos biomas brasileiros. O ministro atribui o êxito a defesa de pilares como ciência, democracia e pacto federativo, enfatizando a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) junto aos estados e municípios. “Estamos escrevendo um futuro promissor paras as nossas florestas, cerrados e nossos biomas”, afirmou.
Segundo o governo federal, as ações de combate ao desmatamento incluem fiscalização ambiental, monitoramento por satélite e programas de conservação. Entre 2023 e 2026, o Ibama realizou 76.095 ações de fiscalização em todo o país e aplicou R$ 11,8 bilhões em multas por infrações contra a flora.
Amazônia:
- Pará: 1.130 km² (33,9% do total do bioma).
- Mato Grosso: 849 km² (25,5%).
- Amazonas: 525 km² (15,7%).
- Roraima: 286 km² (8,6%).
- Acre: 252 km² (7,6%).
- Rondônia: 149 km² (4,5%).
- Maranhão: 128 km² (3,8%).
- Amapá e Tocantins: 8 km² cada (0,2%).
Cerrado
- Maranhão: 1.718,59 km² (31,2% do total do bioma).
- Tocantins: 1.263,06 km² (22,9%).
- Piauí: 625,24 km² (11,3%).
- Bahia: 489,75 km² (8,9%).
- Minas Gerais: 467,34 km² (8,5%).
- Mato Grosso: 454,52 km² (8,2%).
- Goiás: 210,37 km² (3,8%).
- Mato Grosso do Sul: 208,93 km² (3,8%).
- Pará: 65,90 km² (1,2%).
Dados de desmatamento
Na Amazônia, a taxa divulgada é uma estimativa e será consolidada no primeiro semestre de 2027. No Cerrado, os números já são definitivos, segundo o instituto. A CNN Brasil noticiou, ema gosto, que a Amazônia apresentou o menor nível de alertas de desmatamento desde 2016, segundo o sistema Deter.
Há também um levantamento do MapBiomas que apontou 693 mil hectares desmatados no bioma amazônico em 2025, o menor índice da série histórica daquela plataforma.
*Sob supervisão de Thiago Félix
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Fonte: www.cnnbrasil.com.br