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Eleição no Rio: ala do TSE faz apelo para concluir julgamento na quinta

Decisão sobre candidatura de Anthony Garotinho vai definir se haverá de fato segundo turno no estado

Uma ala do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo o ministro Kassio Nunes Marques, presidente da Corte, fez um apelo aos colegas para concluir na quinta-feira, 9 o julgamento sobre a eleição no Rio de Janeiro. A avaliação é a de que, com o segundo turno em jogo, o martelo precisa ser batido com urgência e não há espaço para um pedido de vista (mais tempo para análise), o que poderia adiar a conclusão do imbróglio para depois de outubro. O argumento é de que a Justiça Eleitoral precisa oferecer uma resposta – seja ela qual for – e não deveria engavetar o processo por tempo indeterminado, já que as campanhas aguardam uma definição no terceiro maior colégio eleitoral do país.

Os ministros vão se debruçar sobre a situação de Anthony Garotinho (Republicanos), que concorreu sub judice e corre o risco de ter os votos anulados. A novela jurídica transcende a candidatura do ex-governador. Se a votação for declarada inválida, é preciso fazer a retotalização do primeiro turno, o que implica na vitória imediata de Douglas Ruas (PL), que passa de 49,27% dos votos válidos para 50,8%. O candidato bolsonarista desmobilizou a campanha no Rio e viajou a Brasília com aliados próximos para traçar estratégias com a equipe jurídica do PL.

Duas linhas argumentativas estão em confronto. De um lado, a campanha de Douglas Ruas defende que o TSE confirme a inelegibilidade de Garotinho e anule os votos do ex-governador, como já havia sido sinalizado o ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do caso, na sexta que antecedeu o primeiro turno. Na época, era a campanha de Eduardo Paes (PSD), favorito nas pesquisas, que tinha interesse na anulação dos votos por considerar que, com isso, ele vencer no primeiro turno. Do outro, o ex-prefeito argumenta que a Justiça Eleitoral não pode invalidar os votos após a abertura das urnas, já que isso impacta diretamente no resultado eleitoral.

O plenário do TSE também deve endereçar as suspeitas lançadas sobre o parecer do vice-procurador-geral Eleitoral Alexandre Espinoza. Como revelou o Estadão, o advogado Marcello Dias de Paula, que representa Garotinho, consta como autor da manifestação do Ministério Público, segundo os metadados do arquivo. O procurador nega conhecer o advogado, que também rejeitou ser o autor do parecer.

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Fonte: veja.abril.com.br

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