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Empresários adotam cautela após 1º turno e aguardam definição na economia

Executivos do setor financeiro dizem que incerteza política já afeta decisões de investimento e planejamento para 2027

Empresários brasileiros estão mais cautelosos após o primeiro turno das eleições e têm adiado decisões de investimento diante da falta de clareza sobre os rumos da economia. A avaliação é de executivos do setor financeiro ouvidos pela CNN em Belo Horizonte.

Para o CEO Brasil do Inter, Alexandre Riccio, o momento é de espera por maior previsibilidade. Segundo ele, muitas empresas estão segurando decisões até que o cenário político fique mais definido.

O mês de outubro acaba sendo um mês de espera, de aguardar um pouco mais de definição para poder planejar 2027 e os próximos anos.

Riccio afirma, porém, que o resultado das eleições não elimina imediatamente todas as incertezas. Para ele, o mercado também vai acompanhar a implementação das medidas anunciadas pelo próximo governo e a velocidade dos investimentos e das reformas.

A cautela também aparece no mercado de crédito. A expectativa é que a redução dos juros melhore gradualmente as condições para as empresas, mas o efeito deve chegar de forma progressiva à atividade econômica.

Segundo Bruno César Fonseca de Carvalho, gerente executivo de Produtos Financeiros do Inter, a queda dos juros tende a aumentar a disponibilidade de crédito e estimular a atividade empresarial.

À medida que a taxa vai se reduzindo, o crédito vai ficando mais disponível, mais fácil. A gente começa a ter mais atividade, as vendas começam a crescer.

Para o executivo, o planejamento financeiro é importante para que o crédito seja utilizado como instrumento de crescimento, e não apenas para cobrir dificuldades de caixa.

A percepção de maior prudência também aparece entre os investidores. Priscila Salles, diretora executiva de Clientes do Inter, afirma que o momento exige atenção à evolução do cenário econômico e diversificação das estratégias.

A gente pede para as pessoas diversificarem, conhecerem as oportunidades, entenderem o mercado e ver como as coisas vão evoluir.

A executiva também destaca que empresários e investidores devem acompanhar a trajetória da taxa básica de juros, além das oportunidades que podem surgir tanto no mercado de investimentos quanto no crédito.

A expectativa do setor é que a definição eleitoral ajude a reduzir parte da incerteza, mas que o comportamento de empresas e investidores continue condicionado às primeiras decisões do próximo governo e à trajetória dos juros e do crédito.

Os temas foram discutidos nesta quinta-feira (8), durante um encontro promovido pelo Inter, em Belo Horizonte, que reuniu empresários e executivos do setor financeiro para celebrar a conquista de três milhões de clientes PJ e discutir o cenário econômico e os desafios para os negócios.

84% das empresas têm dificuldade para preencher vagas qualificadas

 

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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