Estudantes franceses bloqueiam escolas de ensino médio, nesta segunda-feira (3), iniciando uma nova semana de mobilização na França contra o alto custo de vida e em defesa de mais recursos para a educação. Segundo o governo, no início da manhã, 41 estabelecimentos estavam bloqueados, o equivalente a 1% das cerca de 3,7 mil escolas do país, sem grandes incidentes. A expectativa, porém, é de ampliação dos protestos ao longo da semana, que se anuncia tensa. Os bloqueios acontecem na vo

Estudantes franceses bloqueiam escolas de ensino médio, nesta segunda-feira (3), iniciando uma nova semana de mobilização na França contra o alto custo de vida e em defesa de mais recursos para a educação. Segundo o governo, no início da manhã, 41 estabelecimentos estavam bloqueados, o equivalente a 1% das cerca de 3,7 mil escolas do país, sem grandes incidentes. A expectativa, porém, é de ampliação dos protestos ao longo da semana, que se anuncia tensa. Os bloqueios acontecem na volta às aulas, após o feriado prolongado de finados, e depois dos protestos realizados, no sábado (31), que reuniram mais de 300 mil pessoas nas ruas de todo o país e terminaram, mais uma vez, com cenas de violência. O movimento estudantil, iniciado há seis semanas, continua forte, apesar de concessões anunciadas pelo governo na semana passada, e atinge também as universidades. Os sindicatos de estudantes universitários convocaram para terça-feira (44) um dia de paralisação total em faculdades de todo o país. Governos, escolas e universidades temem o impacto do movimento no ano letivo em curso. O ponto alto da mobilização esta semana será uma jornada nacional de greves e manifestações previstas para quinta-feira (5). O movimento, que nasceu na França, se espalha para outros países europeus. No sábado, dezenas de milhares de jovens protestaram em grandes cidades da Alemanha para exigir mais investimentos na educação. Na Itália, centenas de milhares de estudantes e trabalhadores foram às ruas no fim da semana passada para pedir mais recursos para as escolas e medidas contra o aumento do custo de vida. Apesar dos contextos distintos, a crescente mobilização de jovens em partes da Europa revela uma preocupação comum com o impacto da alta do custo de vida sobre a chamada geração Z, que enfrenta dificuldades cada vez maiores para acessar moradia, educação e estabilidade econômica.
Fonte: cbn.globo.com