Mecanismo tenta combater sonegação e prevê pagamento imediato de impostos; informação foi dada pela economista da campanha do PL
Criticada mais de uma ver por Flávio Bolsonaro ao longo da campanha, a reforma tributária pode sofrer mudanças caso o senador seja eleito presidente. A reforma tributária, que foi aprovada por meio de uma emenda à Constituição, foi um dos fatores que o candidato do PL explicou, nesta quarta-feira, 7, que quer mudar quando se referiu a “mudanças na Constituição para redemocratizar o país”, na terça. Falando a jornalistas, o candidato, porém, não deu detalhes.
De acordo com Daniella Marques, a chefe da equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, o candidato vai tentar acabar com o split payment, o novo formato de pagamento criado pela reforma que faz os desconto dos tributos na hora dos pagamentos pelas empresas e mira reduzir a sonegação. A ex-assessora de Paulo Guedes comentou o tema em uma entrevista ao jornalista Claudio Dantas, na tarde da terça-feira.
Questionada se iria acabar com o split, ela afirmou: “claro que sim”. “Eu vou homenagear Carlos Bolsonaro e Adolfo Sacshida, que já pautaram esse governo, e foram muito vocais, foram implacáveis contra o ‘split payment’, que simplesmente asfixia o capital de giro do pequeno, que já está asfixiado”, disse Marques, citando o irmão de Flávio recém-eleito senador e o ex-secretário do ministro Paulo Guedes que também integra a atual campanha à presidência do PL.
“Ele além de taxar, de aumentar o IOF, ele foi lá e tira o último fôlego do cara, que é um capital de giro entre ele vender, receber, porque recebe no cartão, ele já vai taxar na frente”, disse Marques ao explicar a lógica do split payment.
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Fonte: veja.abril.com.br