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Flávio ou Lula: quem tem mais a perder no debate da Band, segundo cientista político

Elias Tavares analisa os riscos do primeiro confronto direto entre os candidatos e explica o que pode pesar na disputa presidencial

O primeiro debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), previsto para domingo, 18, na Band, representa uma oportunidade para os dois candidatos conquistarem votos na reta final do segundo turno, mas também envolve riscos que, na avaliação do cientista político Elias Tavares, são maiores para Flávio. Durante participação no programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o especialista afirmou que o candidato do PL terá de demonstrar preparo para enfrentar um adversário mais experiente em debates presidenciais, em uma disputa marcada pelo empate técnico nas pesquisas.

Para Tavares, a presença dos dois candidatos é fundamental, especialmente depois de ambos terem evitado confrontos diretos durante o primeiro turno. “Quem não for ao debate tem muito mais a perder do que a ganhar”, avaliou.

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Por que Flávio Bolsonaro corre mais riscos que Lula?

Segundo Tavares, a principal diferença entre os candidatos está na experiência acumulada em disputas presidenciais. O cientista político lembrou que Lula participa de eleições desde 1989 e já enfrentou debates intensos ao longo de sua trajetória. Flávio, por outro lado, terá de demonstrar ao eleitorado que está preparado para responder a questionamentos e sustentar suas posições diante do adversário.

“Neste momento, a minha avaliação é que Flávio tende a estar mais em risco do que o próprio presidente Lula”, afirmou. Na análise do especialista, a vantagem obtida pelo senador no primeiro turno também aumenta a importância de evitar erros. Ele ponderou, porém, que os dois candidatos carregam vulnerabilidades que poderão ser exploradas no confronto. “Ambos têm teto de vidro e ambos têm pedras na mão”, resumiu.

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Quais assuntos podem provocar os maiores embates?

Para o cientista político, o debate deverá abrir espaço não apenas para críticas entre os adversários, mas também para cobranças sobre temas que, segundo ele, ficaram em segundo plano durante a campanha. Entre os assuntos que poderão surgir, Tavares mencionou o caso Banco Master, o INSS e outras controvérsias políticas, ressaltando a possibilidade de perguntas difíceis para os dois lados.

O especialista também destacou a necessidade de os candidatos apresentarem propostas concretas. Na sua avaliação, a campanha presidencial tem sido marcada por confrontos políticos, mas ainda oferece pouco espaço para a discussão de projetos de governo.

O debate pode mudar o resultado do segundo turno?

A possibilidade de mudança ganha relevância diante dos números da primeira pesquisa Quaest do segundo turno, que apontou Flávio Bolsonaro com 46% das intenções de voto e Lula com 44%, em empate técnico. Tavares destacou que, embora 91% dos eleitores declarem ter o voto consolidado, ainda existe uma parcela que admite reconsiderar sua escolha. Na avaliação dele, o confronto televisivo oferece uma oportunidade para que as campanhas tentem alcançar esses eleitores.

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O cientista político também chamou a atenção para o grupo de brasileiros que compareceu às urnas no primeiro turno, mas votou em branco ou anulou o voto. Chamado por ele de “eleitor fantasma”, esse segmento poderá ganhar importância em uma disputa com diferença tão pequena entre os candidatos. O debate, segundo sua análise, será uma oportunidade para que Lula e Flávio tentem estabelecer uma conexão com esse público.

Tavares ponderou que, apesar de considerar Flávio mais exposto aos riscos do confronto, nenhum dos candidatos está livre de perder apoio. Para ele, a ausência de qualquer um dos dois seria especialmente prejudicial. “O pequeno erro pode custar a vitória, assim como um pequeno acerto também pode trazer a vitória para quem estiver na disputa”, concluiu.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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Fonte: veja.abril.com.br

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