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Ibovespa abre em alta com eleições e cenário internacional no radar

Bolsa brasileira avança 0,79% nesta segunda-feira, enquanto investidores acompanham pesquisas eleitorais, inflação e expectativas para os juros

O Ibovespa, operava em alta de 0,79% nesta segunda-feira, 19, aos 207 044 pontos, em uma sessão marcada pela atenção dos investidores ao cenário eleitoral brasileiro e às perspectivas para a economia internacional. O dólar era negociado próximo de 5,05 reais, enquanto o mercado avaliava a queda dos preços do petróleo, os indicadores de inflação e as expectativas para a política monetária dos Estados Unidos.

O avanço ocorre após o índice encerrar a sexta-feira, 16, aos 205 430 pontos. No exterior, a redução das cotações do petróleo contribui para aliviar parte das preocupações com a inflação global, o que pode diminuir a pressão sobre os juros americanos e favorecer os ativos de países emergentes, como o Brasil.

Segundo Antonio Patrus, CEO da Bossa Invest, o comportamento do câmbio brasileiro depende de uma combinação de fatores que vai além das oscilações das commodities. A trajetória do câmbio brasileiro também depende das perspectivas para a política monetária dos Estados Unidos, dos fluxos internacionais de capital e das condições econômicas internas. Por isso, movimentos pontuais do real precisam ser analisados dentro de um conjunto mais amplo de variáveis, afirma.

No cenário doméstico, a proximidade do segundo turno das eleições presidenciais acrescenta uma fonte de incerteza ao mercado financeiro. As pesquisas BTG/Nexus e Atlas/Bloomberg apontam uma disputa competitiva, o que tende a aumentar a sensibilidade dos investidores a novas informações sobre os candidatos e suas propostas econômicas.

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Para Patrus, independentemente do resultado das urnas, a atenção do mercado continuará voltada à situação fiscal do país. A atenção do mercado tende a permanecer concentrada nas perspectivas para as contas públicas, na trajetória da dívida, na previsibilidade das políticas econômicas e na capacidade de execução das propostas apresentadas, destaca.

Os indicadores econômicos também entram no radar dos investidores. O Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) acelerou de 1,47% para 1,76% em outubro, sinalizando maior pressão sobre os preços no período. Ao mesmo tempo, o Boletim Focus aponta uma expectativa de inflação de 4,32% para 2027, acompanhada de uma projeção de crescimento econômico de 1,32%. A combinação de atividade mais fraca e inflação persistente pode dificultar o trabalho do Banco Central na definição do ritmo de redução da taxa Selic.

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O levantamento também prevê o dólar a 5,13 reais no encerramento de 2026. A estimativa reflete as expectativas dos economistas consultados, mas não representa uma previsão para as oscilações diárias da moeda. No mercado de ações, a queda do petróleo pode produzir efeitos diferentes entre os setores. Enquanto preços mais baixos tendem a pressionar as perspectivas de receita das produtoras da commodity, empresas ligadas ao transporte e com maior exposição aos custos de combustíveis podem ser beneficiadas.

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A China também permanece no foco dos investidores. A economia chinesa cresceu 4,5% no terceiro trimestre, resultado acompanhado de perto pelo mercado brasileiro devido à importância do país asiático para a demanda por commodities, especialmente minério de ferro.

Além dos indicadores macroeconômicos, a temporada de divulgação de balanços corporativos deve influenciar o desempenho da Bolsa nas próximas semanas. Patrus ressalta que os investidores devem acompanhar os resultados financeiros das empresas para avaliar as perspectivas de cada setor. A temporada de balanços acrescenta outra dimensão à análise, com atenção à evolução das receitas, margens, endividamento e geração de caixa das companhias, afirma.

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Fonte: veja.abril.com.br

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