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Lobista desmente ex-chefe de gabinete de Lula sobre empréstimo

Roberta Luchsinger: "eu dei o dinheiro porque ele estava com problemas financeiros"

Responsável pela agenda de Lula desde 2016, Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente, foi afastado do cargo em julho ao ser revelado que ele tinha contas pagas pela lobista Roberta Luchsinger, investigada por tráfico de influência no governo juntamente com Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

Na época, Marcola afirmou que passava por dificuldades financeiras e havia pedido um empréstimo à lobista. Exibiu até um comprovante de depósito para provar o que dizia. Roberta, no entanto, desmentiu o ex-assessor do presidente.

“Eu dei o dinheiro para ele, não emprestei. Eu dei porque ele é meu amigo e porque ele estava com problemas financeiros. É isso. Paguei coisas para ele querendo ajudar um amigo. Na minha cabeça, ajudar um amigo não é crime”, afirmou.

Os pagamentos a Marcola estão sendo investigados dentro dos inquéritos que miram Roberta Luchsinger e o filho mais velho do presidente. Segundo a PF, entre fevereiro e novembro e novembro de 2024, a lobista pagou 217.000 reais em faturas de cartão de crédito de Marcola, parcelas de financiamento de um carro, um apólice de seguro e comprou joias avaliadas em 9.2000 reais para a família do então chefe de gabinete da Presidência.

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Marcola só se manifestou sobre ter recebido dinheiro da empresária após o tema ter vindo à tona em agosto deste ano. Ele foi demitido do governo e divulgou uma nota para explicar que fez um empréstimo já quitado. No texto, ele escreve ter devolvido 249.000 reais para Roberta Luchsinger, mas sem informar quando realizou a transferência bancária.

“Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela, pago com a transferência bancária de R$ 249 mil – uma movimentação de natureza estritamente privada”, disse Marcola em agosto deste ano.

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A PF apura se a relação financeira com o ex-chefe de gabinete tem a ver com as suspeitas que pairam sobre Lulinha e Roberta Luchsinger. Para os investigadores, a lobista e o filho do presidente integravam uma sociedade oculta que atuava de forma permanente na defesa de interesses privados dentro do setor público.

A dupla estava envolvida, por exemplo, em um projeto em parceria com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado pela PF como operador do escândalo que desviou 6 bilhões de reais das aposentadorias dos idosos.

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Antunes tinha interesse em vender ao governo Lula medicamentos derivados de cannabis e testes de dengue. Por isso, contava com a ajuda e a influência de Roberta Luchsinger e Lulinha para ter acesso às autoridades.

O filho do presidente e a empresária chegaram a agendar encontros do Careca do INSS com integrantes do governo e enviaram para Marcola, que cuidava da agenda do presidente da República, minutas dos contratos que deveriam ser assinados.

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O papel do ex-assessor de Lula na negociata ainda não foi esclarecido.

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Fonte: veja.abril.com.br

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