Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

Lula defende fim da escala 6x1 e desafia Flávio Bolsonaro: Quero ver como vai votar

Nesta quarta-feira (07), durante reunião com a bancada de deputados e senadores eleitos pelo PT e partidos aliados, o presidente Lula (PT) fez cobranças e disse que nunca havia participado de uma campanha tão desorganizada. De acordo com fontes, Lula quer maior participação dos líderes políticos e militantes no segundo turno das eleições. O candidato à reeleição também confessou que esperava ganhar no primeiro turno pelas entregas do governo. Acho que nós fizemos uma campanha a


Nesta quarta-feira (07), durante reunião com a bancada de deputados e senadores eleitos pelo PT e partidos aliados, o presidente Lula (PT) fez cobranças e disse que nunca havia participado de uma campanha tão desorganizada. De acordo com fontes, Lula quer maior participação dos líderes políticos e militantes no segundo turno das eleições. O candidato à reeleição também confessou que esperava ganhar no primeiro turno pelas entregas do governo. Acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade, poderíamos ter feito mais. Disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que participei desde 1989, falou. O principal objetivo do encontro foi engajar os aliados nas redes sociais e nas ruas. Coisa que Lula já está fazendo. Nesta quarta, orientado pelo governador reeleito do Piauí Rafael Fonteles, o presidente gravou o primeiro vídeo selfie mobilizando apoiadores contra o que chamou de retrocesso. Na reunião, Lula pediu desculpas à Janja e a outros assessores que insistiram que ele se expusesse mais nas redes sociais. "E eu quero aqui até pedir desculpa para a Janja, sabe? Que me 'enche o saco' o tempo inteiro, pro Sidônio, que eu tenho que falar nas redes, que eu tenho que falar no celular, que eu tenho que ficar com o celular na mão. Eu não uso o celular, porque eu tenho a mão para fazer outras coisas, não é para ficar carregando o celular. E eu gosto de falar somente o essencial, tá? Eu não gosto de ficar vendo notícia, eu não gosto. Mas o pessoal me enche o saco, a Janja levanta todo dia, pô, faz uma selfie, eu não gosto. Hoje, eu resolvi fazer", disse. Na parte aberta a imprensa, Lula defendeu o fim da escala de trabalho 6x1, voltou a desafiar Flávio Bolsonaro, ao dizer querer ver como ele vai votar. Também focou na Segurança e usou a frase de efeito para o povo trabalhador a proteção, para o bandido a prisão, ao defender a aprovação da PEC da Segurança. Eixos da disputa No encontro, foram apresentados os eixos da disputa: como a desconstrução da imagem de Flávio Bolsonaro, que pode representar uma ameaça de cortes em programas sociais como Minha Casa Minha Vida e Farmácia Popular. Há uma parte da campanha que defende explorar menos Lula e mais perigo do retorno dos Bolsonaro, além de explorar propostas para o futuro, principalmente na área econômica, que tem efeito no bolso do brasileiro. Lula disse que vai fazer atos em Brasília, na baixada fluminense no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Norte, onde haverá segundo turno também ao governo do estado, já neste fim de semana. As viagens fazem parte da estratégia para diminuir diferença de votos em SP e MG, principais colégios eleitorais. E aumentar no CE, MA, PE, BA acreditam que podem aumentar de 2 a 4%. "Diminuir a diferença em São Paulo e Minas. Aumentar Ceará, Maranhão, Pernambuco e Bahia, que são estados que podem aumentar 2%, 3%, 4%". Diante da ofensiva das bets contra o governo, a campanha do presidente Lula quer acelerar medidas de apoio aos clubes de futebol. De acordo com fontes, aliados apontaram em reunião pós-primeiro turno que depois da proibição as empresas de apostas esportivas online estão gastando muito dinheiro com influenciadores em ataques contra o petista. Outra possibilidade estudada como reação da campanha é o envio ao Congresso de uma proposta da Reforma do Judiciário. Isso porque a crise no STF foi outro ponto que atrapalhou o desempenho do presidente nas urnas. Lula voltou a defender mandatos e critérios para escolha de ministros da Suprema Corte. Redes sociais A mobilização nas redes sociais é outra aposta até para reduzir a abstenção. A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa (PT) disse que já está montando uma estratégia junto a campanha. Ela acredita ser possível reverter a derrota em Minas, mas para isso é preciso que a voz de Lula chegue ao interior, nos mais de 800 municípios. "Nós estamos fazendo uma construção de comunicação para o presidente Lula com a equipe de comunicação dele. Então, todo mundo se mostrou muito aberto às minhas ideias, por entender que a minha votação foi muito expressiva pelas redes sociais. Acredito que essa semana tenha sido provado para a esquerda que a rede social elege, porque até pouco tempo só elegia a direita. Então, eles se mostraram muito abertos a escutar e nós estamos traçando todas as estratégias possíveis de forma que o presidente também fique confortável a cumprir", disse. O deputado federal André Janones já soma 1,5 milhão de pessoas em um canal de WhatsApp para disseminar informações da campanha. Ele disse que se chegar a três milhões vira a eleição para Lula. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também busca apoio com outros partidos. Na terça-feira (06), conversou com o presidente nacional do Republicanos Marcos Pereira, que ainda não definiu quem irá apoiar; além de Gilberto Kassab do PSD e Augusto Cury, do Avante; e o senador eleito pelo Maranhão André Fufuca, do PP. Embora a federação União Progressista já tenha declarado apoio a Flávio. Fufuca foi ministro dos Esportes de Lula e se comprometeu com o apoio.

Fonte: cbn.globo.com

Compartilhar