O governador de Minas, Mateus Simões, do PSD, negou que esteja causando "embaraço" para a futura gestão do governador eleito, Cleitinho Azevedo, do Republicanos. A declaração foi dada após a primeira reunião temática da equipe de transição com o atual governo, nesta sexta-feira, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Simões foi questionado sobre críticas feitas por Cleitinho a ele sobre a elevação do déficit do Estado para R$ 10,5 bilhões e o envio dos projetos de lei para

O governador de Minas, Mateus Simões, do PSD, negou que esteja causando "embaraço" para a futura gestão do governador eleito, Cleitinho Azevedo, do Republicanos. A declaração foi dada após a primeira reunião temática da equipe de transição com o atual governo, nesta sexta-feira, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Simões foi questionado sobre críticas feitas por Cleitinho a ele sobre a elevação do déficit do Estado para R$ 10,5 bilhões e o envio dos projetos de lei para a Assembleia Legislativa que podem impactar ainda mais as contas públicas. Entre eles, o texto que permite a redução do IPVA em até 75% e a PEC do reajuste anual da segurança pública, duas propostas de campanha de Cleitinho. Sobre os projetos, o atual governador negou que está agindo politicamente para prejudicar o sucessor e disse que não vai responder às críticas, pois quer comandar uma transição tranquila. "Ele é senador da República, ele tem direito de usar a tribuna e eu não posso me sentir ofendido por isso. Eu sou governador do estado, a prerrogativa de mandar qualquer projeto de lei à Assembleia é exclusivamente minha e ela será exercida com o poder que eu recebi quando eu fui eleito com 6.100.000 votos há 4 anos atrás e não vejo nisso nenhuma agressão a ninguém. É só um exercício de poder administrativo que me foi conferido. É porque a gente esquece, às vezes, que o período entre a eleição e a posse, ele não extingue o fato que tem um mandato em andamento. E é eu estou só finalizando o mandato", disse. O vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão, do Republicanos, coordenador do grupo de transição, também colocou "panos quentes" nas críticas feitas por Cleitinho ao atual governo. Ele defendeu uma transição tranquila e sem conflitos políticos. Sobre os projetos enviados ao Legislativo, Falcão afirmou que Simões tem direito de enviá-los e que os textos serão regulamentados, após aprovação, com base nos estudos econômicos. Mas, segundo ele, há uma preocupação com o déficit herdado, que é parecido com a gestão de Fernando Pimentel, do PT, antecessor do governo Zema e de Simões. "Não posso dizer que nós estejamos tranquilos em relação ao caixa do governo, ao cenário fiscal. Seria uma irresponsabilidade. Uma dívida com a União que mais do que dobrou e um déficit pro ano que vem de 10 bi e meio, que, aliás, é parecido com o déficit herdado do ex-governador Pimentel. Nós não estamos numa situação tranquila. Mas, nós estamos cientes do desafio que é propor uma redução de IPVA, mas isso vai ser feito da forma que nós entendermos que é melhor e no momento que for mais adequado", disse. O vice-governador também justificou que Cleitinho não compareceu à primeira reunião da pasta da saúde, pois está se dedicando a encontros com parlamentares, investidores e possíveis nomes para o secretariado. Durante o encontro entre as partes, nessa sexta-feira, foram apresentadas informações sobre a estrutura e o funcionamento da rede estadual de saúde, os programas em andamento, o planejamento orçamentário para 2027 e os principais compromissos relacionados à assistência à população. Entre os principais temas discutidos estão a ampliação da rede hospitalar, as obras dos hospitais regionais, as políticas de redução de filas de cirurgias eletivas, repasses de recursos, entre outros.
Fonte: cbn.globo.com