O Ministério do Trabalho e Emprego recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em apenas três dias. Os registros foram feitos entre quarta e sexta-feira (29), por meio de um canal criado pelo governo federal para receber relatos de pressões e ameaças relacionadas às escolhas políticas dos trabalhadores. O Sudeste concentra 48,5% das denúncias, com 2.087 ocorrências. São Paulo lidera o ranking nacional, com 1.325 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 354,

O Ministério do Trabalho e Emprego recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho em apenas três dias. Os registros foram feitos entre quarta e sexta-feira (29), por meio de um canal criado pelo governo federal para receber relatos de pressões e ameaças relacionadas às escolhas políticas dos trabalhadores. O Sudeste concentra 48,5% das denúncias, com 2.087 ocorrências. São Paulo lidera o ranking nacional, com 1.325 registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 354, e Minas Gerais, com 345. Os casos estão sendo analisados pela Auditoria Fiscal do Trabalho. O ministério ressalta que as denúncias ainda precisam ser investigadas e não significam, necessariamente, que o assédio tenha sido comprovado. O advogado trabalhista Nasser Alam explica que a prática pode envolver ameaças de demissão, constrangimentos e perseguições políticas. Segundo ele, após as eleições, também podem ocorrer ações intimidatórias contra funcionários por suas preferências eleitorais. O governo federal anunciou uma força-tarefa com a participação de órgãos como o Ministério Público do Trabalho, a Advocacia-Geral da União e o Tribunal Superior do Trabalho. Entre as medidas previstas estão fiscalizações, retirada de conteúdos discriminatórios da internet e possíveis restrições ao acesso a financiamentos públicos para empregadores responsabilizados. As denúncias podem ser feitas de forma sigilosa pelos canais do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho.
Fonte: cbn.globo.com