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Moraes manda soltar desembargador federal Macário Júdice e determina transferência de Bacellar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o desembargador federal Macário Júdice Neto, investigado por suspeita de vazar informações sigilosas de uma operação da Polícia Federal contra o Comando Vermelho. Macário foi preso em 16 de dezembro de 2025. A prisão foi substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte do magistrado. Na mesma decisão, Moraes autorizou a transferência do deputado est


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o desembargador federal Macário Júdice Neto, investigado por suspeita de vazar informações sigilosas de uma operação da Polícia Federal contra o Comando Vermelho. Macário foi preso em 16 de dezembro de 2025. A prisão foi substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte do magistrado. Na mesma decisão, Moraes autorizou a transferência do deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para uma unidade prisional no Rio de Janeiro. Macário é acusado de repassar informações sobre a Operação Zargun, deflagrada em setembro do ano passado, que tinha entre os principais alvos o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. Segundo a investigação, o vazamento teria permitido que o parlamentar retirasse bens e objetos de casa antes da chegada dos policiais federais. Na época, Macário era relator da investigação no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). De acordo com a Polícia Federal, ele teria se encontrado com Bacellar em 2 de setembro, na véspera da operação. Conversas encontradas no celular do ex-presidente da Alerj indicariam que ele confirmou a um assessor que estava jantando com o desembargador naquele dia. A defesa de Macário, no entanto, nega que o encontro tenha acontecido. Segundo o advogado Patrick Berriel, dados de antenas de telefonia indicariam que os dois não estavam juntos na data apontada pela investigação. Em agosto deste ano, a Primeira Turma do STF recebeu, por unanimidade, a denúncia contra Macário e Bacellar, tornando os dois réus. O placar foi de 4 a 0, com votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. A acusação aponta que Bacellar teria participado do vazamento das informações sobre a operação policial. Em depoimento à Polícia Federal, segundo o relatório de Moraes, o então presidente da Alerj teria admitido que conversou com TH Joias sobre a ação em 2 de setembro, na sede do Legislativo estadual. Na ocasião, a defesa de Bacellar afirmou que a Polícia Federal teria induzido o Supremo ao erro e argumentou que TH Joias já sabia que seria alvo da operação antes de qualquer contato com o deputado. TH Joias está preso desde setembro de 2025. Bacellar também foi preso no âmbito da investigação, mas chegou a ser solto depois que a Alerj revogou a primeira ordem de prisão. Em março deste ano, voltou a ser preso após ter o mandato de deputado cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no mesmo julgamento que tornou inelegível o ex-governador Cláudio Castro. Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Thiago Lontra/Alerj j

Fonte: cbn.globo.com

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