O candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes, do PSD, disse nesta quarta-feira que vai buscar também o voto de eleitores de Flávio Bolsonaro caso o segundo turno para o governo do Rio seja confirmado. A declaração foi feita durante uma visita à Rocinha, primeira agenda de campanha de Paes na capital depois do primeiro turno. O candidato reafirmou o apoio a Lula, mas disse que não pretende ficar restrito ao eleitorado do presidente. Ele afirmou ainda que a própria vice na chapa, Jane Reis,

O candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes, do PSD, disse nesta quarta-feira que vai buscar também o voto de eleitores de Flávio Bolsonaro caso o segundo turno para o governo do Rio seja confirmado. A declaração foi feita durante uma visita à Rocinha, primeira agenda de campanha de Paes na capital depois do primeiro turno. O candidato reafirmou o apoio a Lula, mas disse que não pretende ficar restrito ao eleitorado do presidente. Ele afirmou ainda que a própria vice na chapa, Jane Reis, vota em Flávio Bolsonaro e disse que não vê contradição nisso porque as disputas para presidente e governador são separadas. "Não tenham dúvida do meu apoio ao presidente Lula. Eu quero também o voto de quem vota eventualmente no Flávio Bolsonaro. Para eu ganhar a eleição, eu não posso só me restringir ao lado do Lula. [...] Meu voto é do Lula, meu apoio é do Lula, minha vice-governadora vota no Flávio Bolsonaro. Vai ter gente que vota no Flávio Bolsonaro que vota em mim. E eu quero esse voto." Ao mesmo tempo, Paes disse que mantém a aliança com Lula e contou que conversou com o presidente na noite de terça-feira. Segundo ele, as campanhas já estão organizando agendas conjuntas para um eventual segundo turno, com encontro e comício. Paes disse ainda que Lula quer fazer campanha na Baixada Fluminense. "Estamos, já estamos marcando. Vamos ter, é claro que vamos. Claro que vamos ter encontro, comício. Ele tá doido para ir para a Baixada. Desde o primeiro turno ele tá reclamando comigo que queria ir para a Baixada, diz que fez 20 bilhões de investimento e ninguém reconhece o trabalho dele na Baixada. [...] A gente não esconde aquilo que a gente é. Eu só quero que vocês entendam que eu não sou vassalo do Lula, eu não sou empregado do Lula."
Fonte: cbn.globo.com