Pesquisas mostram que democratas têm tudo para 'virar' a Câmara e podem tomar o Senado
Enquanto eleitores vão às urnas nos Estados Unidos para as eleições de meio de mandato, que podem alterar o controle do Congresso, o presidente Donald Trump reforçou medidas impopulares de seu governo, evidenciando uma coleção de vulnerabilidades de seu Partido Republicano.
Em entrevista à rede Fox News, o republicano disse ter “reconstruído” o país graças às suas decisões rígidas contra imigração, a guerra no Irã e o combate à inflação. “Temos que manter a grandeza dos Estados Unidos. Agora somos grandes. Há dois anos éramos terríveis”, declarou.
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As medidas, no entanto, podem ter custado o controle republicano no Congresso. Poucos minutos antes das primeiras urnas abrirem nesta terça-feira, uma nova pesquisa Reuters/Ipsos revelou que a aprovação do presidente continua próximo ao patamar mais baixo de seu mandato, em apenas 32%. A taxa, inalterada desde um outro levantamento do instituto na semana passada, só foi pior há quinze dias, quando bateu 31%.
As chamadas midterms, que são plantadas no meio do mandato presidencial, costumam desferir golpes aos mandatários em exercício, alvo de todo tipo de insatisfação popular. Neste ano, quando serão renovadas todas as 435 cadeiras da Câmara, 35 no Senado, além de um sem-número de cargos estaduais e municipais, os republicanos de Trump, que controlam o Congresso desde o início de seu mandato, podem perder a maioria para os democratas.
Diversas pesquisas indicam que o Partido Democrata tem tudo para “virar” a Câmara. Um modelo estatístico da revista The Economist apontou que a sigla tem 19 chances em 20 de conquistar a casa mais baixa do legislativo. Segundo o Cook Political Report, uma importante fonte de previsões eleitorais nos Estados Unidos, 40 das 435 cadeiras em disputa são “competitivas” — vencer cerca de metade delas daria aos democratas a maioria. Neste cenário, os dois últimos anos da presidência de Donald Trump seriam bem diferentes da primeira metade.
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Sobre o aumento dos preços ao consumidor, um problema que vem pautado este pleito, o republicano assegurou que “a inflação está resolvida”. Afirmou, ainda, que os Estados Unidos possuem “controle total” do Estreito de Ormuz “graças ao bloqueio naval (sobre o Irã)”.
“Está tudo indo bem”, acrescentou sobre essa via marítima fundamental para o mercado mundial de hidrocarbonetos, cujo fechamento por parte do Irã, em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, fez a oferta de gás e petróleo cair e, como consequência, os preços subirem. Parte da estratégia democrata tem sido ligar diretamente a figura do presidente, que em ocasiões passadas disse que retiraria os EUA de todas as guerras, ao aumento de preços.
Cerca de 78% dos eleitores afirmaram, no entanto, que o aumento do custo de vida, impulsionado pelos combustíveis, seria uma questão muito importante ou a mais importante na hora de decidir o voto. Ao serem questionados sobre qual partido lidaria melhor com a inflação, os participantes da pesquisa escolheram os democratas em detrimento dos republicanos, com 43% contra 32%.
Fonte: veja.abril.com.br