Irmãos devem participar da CPAC, na Florida; encontro ocorre em meio a acenos de Donald Trump ao senador brasileiro
Os próximos dias podem marcar o pontapé inicial da atuação internacional e coordenada, a partir dos Estados Unidos, dos irmãos Bolsonaro como oposição ao presidente Lula no Brasil.
Entre os dias 4 e 7 de novembro, será realizada mais uma edição da CPAC, a Conferência de Ação Política Conservadora, em Palm Beach, na Flórida, um dos principais eventos da direita mundial.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está confirmado como palestrante em um dos painéis na próxima quinta-feira, 5. Embora não haja a confirmação de que o senador e ex-presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participe de forma oficial do evento, a expectativa é a de que ele acompanhe o irmão.
Essa não é a primeira vez que os filhos de Jair Bolsonaro entram no rol de convidados da CPAC, considerada a maior reunião do movimento conservador americano. Em março deste ano, Flávio discursou no último dia do encontro, realizado no Texas. Ele foi ciceroneado pelo irmão Eduardo, que, autoexilado no país desde o ano passado, participou das articulações para a sua participação.
Agora, a tentativa do entorno de Flávio é a de que ele tenha um papel ainda mais vocal no evento, que acontece em Mar-A-Lago, clube e residência do presidente Donald Trump em Palm Beach, Flórida. A presença do republicano não está confirmada no evento, uma vez que os americanos estarão às voltas com as eleições de meio de mandato para o Congresso. Na edição de março da CPAC, Trump não esteve presente.
Aceno de Trump
Ao ser questionado por jornalistas no último sábado, 31, Trump disse não haver planos de encontrar Flávio desde a sua chegada aos Estados Unidos. Ele, no entanto, afirmou que o senador foi tratado “muito injustamente”, criticou as eleições brasileiras e disse que as portas estão abertas.
“Sem planos de encontrá-lo, mas acho que ele foi tratado muito mal. Muito injustamente. Ele pode ficar aqui o tempo que quiser. Ele foi tratado, na minha opinião, a eleição foi uma vergonha, ele foi tratado de forma injusta”, disse. Dias antes, no entanto, Trump disse não querer se “intrometer” no processo eleitoral brasileiro.
Fonte: veja.abril.com.br