Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

O que diz o relatório preliminar sobre a queda do helicóptero que matou cantor Rick

Documento do Cenipa descreve mau tempo na serra, panes frequentes nos geradores e uma inspeção recomendada que não foi feita

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu um relatório preliminar sobre a queda do helicóptero que matou o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, e outras quatro pessoas em Urubici, na Serra Catarinense. O documento, de dezesseis páginas, foi anexado ao processo de investigação um mês após o acidente e afirma que nenhuma hipótese está descartada.

Também morreram no acidente, em 21 de setembro, o empresário e influenciador Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.

O Bell 430 de matrícula PP-MGR decolou do Aeródromo Costa Esmeralda, em Porto Belo. O plano original previa uma parada em Criciúma, cancelada por causa da chuva, e a decolagem foi adiada duas vezes. Depois de consultar aplicativos de meteorologia e fazer uma chamada de vídeo com um passageiro que embarcaria em São Joaquim, tripulação e passageiros decidiram seguir direto para a serra.

Às 11h32, a aeronave atingiu a encosta norte do Morro Convento dos Padres, no Parque Nacional de São Joaquim, a 1 686 metros de altitude, pouco mais de 100 metros abaixo do cume. As marcas deixadas nas árvores indicam que o helicóptero vinha em trajetória quase horizontal.

Continua após a publicidade

As condições eram ruins. Um sistema frontal cobria o Sul do país, e a previsão para voos em baixa altitude indicava chuva moderada, visibilidade de três quilômetros, trovoadas e montanhas encobertas na Serra Geral. Uma câmera do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo do Morro da Igreja, a oito quilômetros do local, registrou a paisagem encoberta. Um vídeo gravado por um morador mostra o helicóptero entrando numa área de nuvens.

O gravador de voz da cabine, conhecido popularmente como caixa-preta, não tinha gravações do dia. A instalação não era obrigatória para aquele tipo de operação, mas o helicóptero tinha um equipamento desde 2002, com capacidade de trinta minutos. O áudio extraído pelo Cenipa continha apenas diálogos de uma manutenção feita em data indeterminada. O manual do gravador previa um teste antes do primeiro voo do dia, mas o procedimento não constava no checklist encontrado na aeronave.

Continua após a publicidade

O helicóptero tinha histórico de problemas nos geradores elétricos. Em abril, um deles foi trocado por uma peça alugada. Depois de uma nova intervenção, em maio, as falhas passaram a se alternar entre os dois. Um mecânico recomendou que a aeronave voltasse à oficina para uma nova inspeção, o que não aconteceu até o dia do acidente.

O documento cita ainda um pouso de emergência em Ibiaçá, no Rio Grande do Sul, em março, motivado por uma vibração anormal. Após um serviço nos amortecedores do rotor principal, o problema não voltou, e uma análise feita em agosto ficou dentro dos limites do fabricante.

Continua após a publicidade

O helicóptero foi recolhido para análise, assim como os motores, o GPS e os computadores de bordo. Não há prazo para o relatório final.

Publicidade

Fonte: veja.abril.com.br

Compartilhar