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PL larga na frente na disputa pela presidência da Alerj

A eleição para o governo do RJ ainda não terminou, mas os bastidores da Alerj já discutem quem vai suceder Douglas Ruas (PL) na presidência da Casa. Seja eleito governador ou não, Ruas deixa o cargo. A movimentação deve se intensificar a partir desta quinta-feira (8), quando o TSE decide se haverá segundo turno no estado. O PL saiu das urnas com 21 deputados estaduais e deve manter a presidência. Dentro do partido, três nomes disputam a vaga. Guilherme Delaroli já presidiu a Assemble


A eleição para o governo do RJ ainda não terminou, mas os bastidores da Alerj já discutem quem vai suceder Douglas Ruas (PL) na presidência da Casa. Seja eleito governador ou não, Ruas deixa o cargo. A movimentação deve se intensificar a partir desta quinta-feira (8), quando o TSE decide se haverá segundo turno no estado. O PL saiu das urnas com 21 deputados estaduais e deve manter a presidência. Dentro do partido, três nomes disputam a vaga. Guilherme Delaroli já presidiu a Assembleia. Jair Bittencourt foi vice-presidente na gestão André Ceciliano e secretário de Cláudio Castro. Anderson Moraes foi reeleito. Bittencourt, segundo deputados relataram à coluna, já foi procurado por deputados de centro e de esquerda interessados em compor. Está em jogo o controle das comissões, sobretudo, a de Constituição e Justiça, por onde passam todos os projetos. A leitura da direita é que a bancada que chega é diferente da onda do PSL de 2018. Todos fazem campanha para Flávio Bolsonaro, mas só um núcleo, com nomes como Índia Armelau e Anderson Moraes, deve fazer a defesa enfática da pauta bolsonarista. O restante se parece mais com o Centrão. Muitos se elegeram graças a prefeituras com acesso a recursos, e não pela ideologia. É o caso de Nelsinho Ruas, filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson, e irmão de Douglas Ruas. Ele teve 70.552 votos, a maioria em São Gonçalo. A tendência é de uma Alerj que vai fazer de tudo para não virar notícia, depois de uma legislatura marcada pela prisão de Rodrigo Bacellar e pela operação contra o deputado Val Ceasa, suspeito de ligação com o Terceiro Comando Puro. A renovação foi pequena, menor que em 2018, o que prolonga a guinada à direita iniciada naquele ano. Um deputado experiente com quem conversei resume o momento: o PL tem a chance de se consolidar como força hegemônica no Rio de Janeiro, e, talvezm maior do que foi o PMDB de Sérgio Cabral e Jorge Picciani.

Fonte: cbn.globo.com

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