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Presidente do Paraguai renuncia ao cargo em meio a crise bancária

Santiago Peña tornou-se alvo de processo de impeachment nesta quinta-feira, 5, após falência de banco e suspeita de conflito de interesses

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira, 5, segundo informações da imprensa local, no momento em que parlamentares iniciavam um debate sobre seu processo de impeachment.

O processo foi aberto após a falência do banco digital Ueno, uma das maiores instituições financeiras paraguaias, e que levou ao congelamento dos depósitos de cerca de 3 milhões de pessoas. A falência do Ueno Bank mergulhou a nação sul-americana em uma turbulência financeira e social, com uma explosão de protestos na capital, Assunção.

A acusação foi apresentada por 35 deputados, solicitando que o presidente da Câmara convoque uma sessão extraordinária nesta quinta para discutir o caso. Para abrir o processo, é necessário o apoio de dois terços dos deputados. Ainda não está claro se a bancada governista apoiará a proposta.

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O texto da acusação apresentado à Câmara dos Deputados pede a abertura de um processo de impeachment “por mau desempenho de suas funções no exercício do cargo”. Entre as acusações contra Peña está a de “conflito de interesses”, além de questionamentos sobre o aumento do seu patrimônio.

Peña, que assumiu o cargo em 2023 para um mandato até 2028, possuía ações de um grupo que controlava o Ueno Bank, das quais se desvinculou em março de 2025. A oposição o acusa de tomar “decisões regulatórias supostamente favoráveis” ao banco digital e de concentrar recursos previdenciários na instituição, evocando ecos do escândalo Master no Brasil.

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Revolta nas ruas

Centenas de manifestantes voltaram a protestar em Assunção, capital paraguaia, pedindo a devolução do seu dinheiro e o julgamento do presidente. Na véspera, longas filas se formaram nas agências do Ueno Bank, por clientes querendo sacar seu dinheiro.

“É o dinheiro da nossa aposentadoria, que agora não sabemos se vamos receber”, disse à AFP a médica Teresa Montiel, que levou para o protesto um cartaz com a frase: “Unidos somos mais fortes”.

A crise começou ontem, depois que o Banco Central do Paraguai (BCP) decidiu intervir no Ueno Bank por insuficiência de capital. Com isso, os serviços da instituição foram suspensos.

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Quase metade dos 6,4 milhões de paraguaios tem conta no banco. O escândalo levou à renúncia do presidente do BCP, Carlos Carvallo. O governo já havia anunciado que vai devolver parte dos depósitos das pessoas afetadas.

 

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Fonte: veja.abril.com.br

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