Pesquisa mostra que 16,3% ainda admitem rever a escolha; saiba o que pode ser determinante nesta alteração
A poucos dias para o segundo turno, 16,3% dos eleitores dizem que ainda podem mudar de voto, mostra a nova pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 21. A maior parte, 83,7%, afirma que sua decisão já está tomada.
O levantamento também perguntou aos eleitores que ainda admitem trocar de escolha o que poderia provocar essa mudança. Descobrir uma proposta do próprio candidato que fosse ruim para o entrevistado ou sua família e o desempenho dos candidatos nos debates aparecem como os fatores mais citados, com 16% cada.
O que mais poderia fazer um eleitor mudar de voto?
Entre os 244 entrevistados que disseram ainda poder rever a decisão, 16% afirmam que poderiam mudar ao descobrir uma proposta de seu candidato que fosse prejudicial a eles ou à família. Outros 16% apontam o desempenho de Lula e Flávio Bolsonaro nos debates do segundo turno como possível motivo para alterar a escolha.
Os dois fatores aparecem no topo entre as possibilidades apresentadas pela pesquisa, mostrando que tanto o conteúdo das propostas quanto a atuação dos candidatos na reta final ainda podem pesar entre a parcela do eleitorado que não considera sua decisão definitiva.
Um escândalo de última hora poderia mudar votos?
Um escândalo de corrupção revelado de última hora contra o candidato escolhido é mencionado por 8,2% dos eleitores que ainda admitem mudar. O mesmo percentual, 8,2%, diz que poderia rever sua escolha ao conhecer uma proposta do adversário que ainda não conhecia.
O questionário também testa outros fatores, como o apoio de governadores eleitos, a percepção de que o adversário tem mais chance de vencer, o apoio de candidatos derrotados no primeiro turno e manifestações de personalidades públicas, artistas ou influenciadores digitais.
Quanto do eleitorado já chega decidido à reta final?
Segundo a Meio/Ideia, 83,7% afirmam estar com o voto decidido. Os outros 16,3% ainda admitem a possibilidade de mudança, parcela à qual foi dirigida a pergunta sobre os acontecimentos capazes de alterar a escolha.
A pesquisa mede disposição declarada e não indica que esses eleitores efetivamente trocarão de candidato até o dia da votação. Também não projeta para qual lado ocorreria uma eventual migração.
Como está a disputa no mesmo levantamento?
Nos votos totais, Flávio Bolsonaro aparece com 48% das intenções de voto e Lula, com 46%. Branco ou nulo somam 3,4%, enquanto 2,6% não sabem responder. Nos votos válidos, os percentuais são de 51,1% para Flávio e 48,9% para Lula.
Qual é a metodologia da pesquisa?
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores com 16 anos ou mais por telefone entre os dias 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08251/2026-BRASIL.
VEJA+IA: Este conteúdo de pesquisa foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
Fonte: veja.abril.com.br