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Ueno Bank: oposição anuncia denúncia criminal contra Peña e autoridades do banco central

Presidente do Paraguai é acusado de enriquecimento ilícito e tráfico de influência em conexão à falência do banco digital, que mergulhou país em crise

Senadores da oposição no Paraguai anunciaram nesta quinta-feira, 5, que apresentarão uma denúncia criminal contra o presidente do país, Santiago Peña, pelas suspeitas de crimes ligados à falência do banco digital Ueno, uma das maiores instituições financeiras paraguaias, que provocou uma avassaladora crise política, econômica e social na nação sul-americana. A denúncia corre em paralelo ao processo de impeachment pelos mesmos motivos, que avança apesar do mandatário ter pedido para renunciar.

A denúncia incluirá também dirigentes do Banco Central do Paraguai, bem como autoridades do Poder Executivo e de instituições estatais que depositaram recursos no Ueno Bank um banco vinculado a ex-sócios comerciais de Peña, que foi fechado esta semana devido à deterioração de seus índices de solvência. Até março de 2025, o presidente era acionista da controladora do Ueno.

Peña será denunciado por enriquecimento ilícito, tráfico de influência e gestão em benefício próprio. A medida integra uma ampliação de uma denúncia anterior apresentada por legisladores da oposição, após o Banco Central anunciar, na terça-feira 3, uma intervenção no Ueno Bank. O processo encerrou todas as operações da instituição e deixou congeladas as economias e os depósitos de cerca de 3 milhões de pessoas, bem como grandes volumes de recursos públicos que órgãos do Estado paraguaio haviam depositado.

Denúncia ampliada

A denúncia criminal passou a incluir, além de Peña, o ministro da Economia e Finanças, Óscar Lovera; o ex-presidente do Banco Central e ex-presidente do Ueno Bank Carlos Carvallo; os diretores do Banco Central Liana Caballero, Miguel Ángel Mora e Marco Aurelio González; o titular da Superintendência de Bancos, Holger Insfrán; e autoridades de instituições estatais que depositaram recursos no Ueno, como o Instituto de Previdência Social e a Administração Nacional de Eletricidade, entre outros.

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Os senadores da oposição apontaram o crescimento milagroso do patrimônio do presidente Peña durante a última década e argumentaram que a falta de supervisão adequada por parte do Banco Central, no que tange às operações vinculadas ao Ueno Bank, resultou na crise que está em curso.

O presidente é o cabeça de um mecanismo montado para fraudar o Estado paraguaio, utilizando recursos públicos para negócios particulares; um assalto perpetrado por uma organização criminosa composta por autoridades públicas e indivíduos do setor privado, disparou o senador Rafael Filizzola, do Partido Democrático Progressista, de oposição.

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Fonte: veja.abril.com.br

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