Presidente ucraniano afirmou em entrevista ao Axios que o anúncio foi "novidade" mas que a Ucrânia está de acordo com a trégua se a Rússia também concordar
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em entrevista ao site Axios que não tinha conhecimento sobre o cessar-fogo energético entre a Ucrânia e a Rússia, anunciado mais cedo neste domingo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Zelensky acrescentou, porém, que Kiev aceitará o acordo caso Moscou concorde com a trégua.
O anúncio do cessar-fogo foi uma novidade para mim. Mas, se os russos concordarem com um cessar-fogo energético, a Ucrânia também concordará. Se o presidente Trump negociou isso com Putin, por favor, nos digam quando o cessar-fogo começa. Estamos prontos e vamos aceitá-lo, disse Zelensky, segundo o Axios.
Em publicação nas redes sociais, Trump disse que o cessar-fogo energético entraria em vigor imediatamente, mas não deu mais detalhes.
A CNN entrou em contato com a Casa Branca e o Kremlin para obter informações sobre como o acordo foi alcançado e quais poderão ser os próximos passos.
O anúncio ocorre dias depois de Trump conversar com o presidente russo, Vladimir Putin. Na ocasião, os dois anunciaram um acordo para abastecer os mercados com diesel russo, flexibilizando as sanções.
As negociações com autoridades de alto escalão da Ucrânia e dos Estados Unidos, incluindo Jared Kushner, genro de Trump, e Steve Witkoff, enviado especial do presidente americano, começaram em Miami na sexta-feira, quando o acordo sobre o diesel foi anunciado.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, porém, criticou duramente o anúncio e acusou os Estados Unidos de financiarem a guerra. Em resposta, Trump afirmou que a Ucrânia deveria ter um novo líder que possa fechar um acordo.
Ainda não estava claro o que motivou o anúncio feito neste domingo. Em uma entrevista concedida mais cedo, também neste domingo, Zelensky defendeu um cessar-fogo.
Tudo bem, se eles querem um cessar-fogo energético, estamos abertos a isso, disse Zelensky sobre a Rússia durante uma entrevista à ABC News. Não nos ataquem. Não matem nossas crianças. Vamos parar de atacar o diesel de vocês. E acho que é um acordo justo, um acordo justo.
*Com Reuters e CNN
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Fonte: www.cnnbrasil.com.br