Entre clássicos de Victor Hugo e Dostoiévski, jogador conta a VEJA quais obras marcaram sua trajetória como leitor
Gustavo Scarpa, meio-campista do Atlético-MG, vem conquistando espaço para além dos gramados. Nas últimas semanas, o jogador ganhou repercussão nas redes sociais ao compartilhar resenhas e impressões sobre suas leituras no Instagram, iniciativa que posteriormente se estendeu ao YouTube e passou a movimentar também o mercado editorial. O interesse pelas indicações foi tanto que torcedores do Galo criaram o Galeitura, clube do livro em homenagem ao jogador, que já iniciou sua primeira leitura coletiva com A Morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói. Recomendado por Scarpa, o título chegou ao primeiro lugar entre os mais vendidos da Amazon.
Em entrevista para a seção Conversa da edição desta semana de VEJA, o jogador fala sobre sua trajetória com os livros e a repercussão de seu hábito de compartilhar leituras. Mas quais obras ajudaram a formar o repertório literário do jogador? A seguir, ele elege cinco livros favoritos, confira:
Quais são os gêneros favoritos que você mais lê? Olha, eu gosto muito dos clássicos. Tem duas listas que eu vi na internet. Uma era os 100 livros que mudaram a história da humanidade, segundo a BBC. E a outro era “Duvido que você leu mais de seis desses 100 livros”. Muitos títulos ali eu já era familiarizado, sabe? E aí eu comecei a comprar os que eu conhecia. Alguns eu me interessei pelo nome e dei uma pesquisada para saber mais. Mas acho que o autor que eu mais gosto, provavelmente, é o Victor Hugo. Dos livros que eu li, acho que foram três deles, se não me engano: Os Miseráveis, O Homem Que Ri e O Corcunda de Notre Dame. São espetaculares. E Dostoiévski também, né? Acho que eu já li bastante dele.
Quais são os seus cinco livros favoritos e que não saem dessa posição por nada? Os favoritos da vida, sem ordem, mas a Bíblia com certeza. Os Miseráveis, do Victor Hugo. Caramba, é difícil, hein? Crime e Castigo. Acho que Os Irmãos Karamazov, do Dostoiévski. O Homem Que Ri, do Victor Hugo, também é muito bom. E acho que agora, pela repercussão positiva e por ter gerado esse movimento tão bacana, vou falar A Morte de Ivan Ilitch.
Fonte: veja.abril.com.br