Debate sobre mercado ilegal é também sobre saúde e segurança da população

Nos últimos dois anos, a Sabesp, que administra o sistema de água e esgoto em São Paulo, regularizou mais de 200 mil imóveis. Eram casas, comércios e outras ligações que funcionavam clandestinamente, numa prática que não é nova e nem é exclusiva de São Paulo, tanto que gerou uma operação chamada de gato molhado, que fiscaliza e combate fraudes e desvios de ligações clandestinas. Mas a ideia de combater as ilegalidades não é apenas por um dever legal. Há riscos importantes implicados nessa história que vão do financeiro à saúde da população. Quem explica é Roberto Altavares, diretor de Engenharia e Operações da Sabesp. O risco para a saúde também vai surgindo um outro tipo de fraude, que é o risco à falsificação, essa mais recente, a das canetas emagrecedoras. A Anvisa tem feito apreensões constantes de lotes, tanto de canetas ainda sem autorização para serem vendidas no Brasil, quanto de modelos falsos, que emulam as verdadeiras e autorizadas. A farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar, Liana Montemor, explica os riscos e alguns deles ainda desconhecidos de boa parte das pessoas. 'O risco de um medicamento falsificado, ele vai muito além da falta de eficácia. A gente pode apontar alguns problemas, como dose errada ou princípio ativo diferente. Então o paciente acredita que está recebendo um determinado princípio ativo, que é o que faz efeito no medicamento, então vou dar aqui o exemplo, a semaglutida, ou a tirzepatida, ou outro agonista do GLP-1, mas o produto pode conter uma quantidade diferente da declarada, uma substância desconhecida, ou simplesmente não conter esse produto'. 'Outro ponto que a gente pode ressaltar é a contaminação e a falta de esterilidade, então a gente não sabe como esse medicamento foi produzido, se esse medicamento realmente, um medicamento por ser injetável, ele não está contaminado, se ele possui alguma bactéria, que vai trazer uma consequência muito mais grave'. A falsificação de remédios não se restringe às canetas emagrecedoras. Em mais de uma ocasião, no último ano, a Anvisa apreendeu lotes de remédios como o Keytruda, usado em tratamento de câncer, também vendido ilegalmente no Brasil.

Debate sobre mercado ilegal é também sobre saúde e segurança da população

Nos últimos dois anos, a Sabesp, que administra o sistema de água e esgoto em São Paulo, regularizou mais de 200 mil imóveis. Eram casas, comércios e outras ligações que funcionavam clandestinamente, numa prática que não é nova e nem é exclusiva de São Paulo, tanto que gerou uma operação chamada de gato molhado, que fiscaliza e combate fraudes e desvios de ligações clandestinas. Mas a ideia de combater as ilegalidades não é apenas por um dever legal. Há riscos importantes implicados nessa história que vão do financeiro à saúde da população. Quem explica é Roberto Altavares, diretor de Engenharia e Operações da Sabesp. O risco para a saúde também vai surgindo um outro tipo de fraude, que é o risco à falsificação, essa mais recente, a das canetas emagrecedoras. A Anvisa tem feito apreensões constantes de lotes, tanto de canetas ainda sem autorização para serem vendidas no Brasil, quanto de modelos falsos, que emulam as verdadeiras e autorizadas. A farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar, Liana Montemor, explica os riscos e alguns deles ainda desconhecidos de boa parte das pessoas. 'O risco de um medicamento falsificado, ele vai muito além da falta de eficácia. A gente pode apontar alguns problemas, como dose errada ou princípio ativo diferente. Então o paciente acredita que está recebendo um determinado princípio ativo, que é o que faz efeito no medicamento, então vou dar aqui o exemplo, a semaglutida, ou a tirzepatida, ou outro agonista do GLP-1, mas o produto pode conter uma quantidade diferente da declarada, uma substância desconhecida, ou simplesmente não conter esse produto'. 'Outro ponto que a gente pode ressaltar é a contaminação e a falta de esterilidade, então a gente não sabe como esse medicamento foi produzido, se esse medicamento realmente, um medicamento por ser injetável, ele não está contaminado, se ele possui alguma bactéria, que vai trazer uma consequência muito mais grave'. A falsificação de remédios não se restringe às canetas emagrecedoras. Em mais de uma ocasião, no último ano, a Anvisa apreendeu lotes de remédios como o Keytruda, usado em tratamento de câncer, também vendido ilegalmente no Brasil.