Lula começa semana pressionado a buscar saídas para crise política e deve se reunir com ministros

O presidente Lula começa esta segunda-feira (04) pressionado a buscar saídas para a crise política agravada pela rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Desenrola 2.0 será lançado nesta segunda com foco nas bets Câmara vai acelerar nesta semana a tramitação da PEC que acaba com escala de trabalho 6x1 Hoje, o presidente tem uma reunião com o ministro da Justiça, Wellington César — com quem deve tratar também do lançamento "Brasil contra o crime organizado" — e deve se encontrar com os ministros da área política do governo nessa semana para reorganizar a conjuntura política. De acordo com uma fonte à CBN, o problema foi visto por integrantes do governo como estrutural, como o fato do governo não ter maioria no Congresso, além de estar próximo das eleições. O governo se divide. Uma ala defende que Lula rompa relações com Alcolumbre e adote um discurso duro contra o Parlamento, com aquela campanha “Congresso Inimigo do Povo”. Já os moderados alertam que tensionar a corda pode empurrar os partidos de centro para a candidatura de Flávio Bolsonaro, principal adversário político do presidente. A derrota no Senado, por 42 votos a 34, não é lida apenas como um revés do governo atual, mas como uma mudança histórica na relação entre os Poderes, uma vez que representa um avanço inédito do Legislativo sobre as prerrogativas do Executivo. Na prática, os senadores, que já ampliaram o controle sobre o orçamento com as emendas impositivas passam agora a exercer forte influência sobre cargos que eram de escolha quase exclusiva do presidente, como as vagas no Supremo e na Procuradoria-Geral da República (PGR). Nos bastidores da política, a articulação da derrota é atribuída ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que estaria buscando apoio da oposição para se reeleger ao comando da Casa no ano que vem. Ele nega. O Planalto também contabiliza traições no MDB, PP e PSD, além de queixas abertas contra a falha de articulação do líder do governo, Jaques Wagner. Para agravar o cenário, um dia após barrar o ministro, o Congresso impôs nova derrota ao Planalto ao derrubar o veto de Lula que reduzia as penas dos condenados pelo 8 de janeiro.

Lula começa semana pressionado a buscar saídas para crise política e deve se reunir com ministros

O presidente Lula começa esta segunda-feira (04) pressionado a buscar saídas para a crise política agravada pela rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Desenrola 2.0 será lançado nesta segunda com foco nas bets Câmara vai acelerar nesta semana a tramitação da PEC que acaba com escala de trabalho 6x1 Hoje, o presidente tem uma reunião com o ministro da Justiça, Wellington César — com quem deve tratar também do lançamento "Brasil contra o crime organizado" — e deve se encontrar com os ministros da área política do governo nessa semana para reorganizar a conjuntura política. De acordo com uma fonte à CBN, o problema foi visto por integrantes do governo como estrutural, como o fato do governo não ter maioria no Congresso, além de estar próximo das eleições. O governo se divide. Uma ala defende que Lula rompa relações com Alcolumbre e adote um discurso duro contra o Parlamento, com aquela campanha “Congresso Inimigo do Povo”. Já os moderados alertam que tensionar a corda pode empurrar os partidos de centro para a candidatura de Flávio Bolsonaro, principal adversário político do presidente. A derrota no Senado, por 42 votos a 34, não é lida apenas como um revés do governo atual, mas como uma mudança histórica na relação entre os Poderes, uma vez que representa um avanço inédito do Legislativo sobre as prerrogativas do Executivo. Na prática, os senadores, que já ampliaram o controle sobre o orçamento com as emendas impositivas passam agora a exercer forte influência sobre cargos que eram de escolha quase exclusiva do presidente, como as vagas no Supremo e na Procuradoria-Geral da República (PGR). Nos bastidores da política, a articulação da derrota é atribuída ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que estaria buscando apoio da oposição para se reeleger ao comando da Casa no ano que vem. Ele nega. O Planalto também contabiliza traições no MDB, PP e PSD, além de queixas abertas contra a falha de articulação do líder do governo, Jaques Wagner. Para agravar o cenário, um dia após barrar o ministro, o Congresso impôs nova derrota ao Planalto ao derrubar o veto de Lula que reduzia as penas dos condenados pelo 8 de janeiro.