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Antonelli chega em 3ª em corrida truncada e é o campeão mais jovem da Formula 1

Italiano precisa apenas do nono lugar, mas contou com Safety Car e chegou a 380 pontos no campeonato; próxima corrida é no Brasil

Faltando quatro corridas para o fim da temporada, o GP da Cidade do México, disputado neste domingo, 1º, é, sem exageros, um divisor de águas na vida do italiano Kimi Antonelli. Com apenas 20 anos de idade, ele cruzou a bandeirada em terceiro lugar, posição mais do que suficiente para garantir o campeonato e se tornar o mais jovem campeão de Formula 1 da história.

Truncada, a corrida teve vitória de Max Verstappen, que saiu da quinta posição para a liderança. Mas o dia era mesmo de Antonelli, o primeiro italiano a conquistar o título mundial desde Alberto Ascari, ainda nos anos de 1950. Ele apostou em permanecer o maior tempo possível na pista antes de ir para os boxes, na expectativa de que um Safety Car paralisasse a posição dos pilotos e ele conseguisse pontuar o necessário para leva-lo ao inédito campeonato. O carro se segurança de fato apareceu e exatamente depois do pitstop do italiano.

Na sequência, uma bandeira vermelha paralisou a corrida depois de um choque do finlandês Valtteri Bottas, um dos últimos do pelotão, com uma barreira de pneus. A corrida foi interrompida para o reparo da estrutura e àquela altura tinha Max Verstappen na primeira colocação, Charles Leclerc na segunda posição e Kimi Antonelli completando os degraus de pódio. O brasileiro Gabriel Bortoleto era apenas o 12º.

Para confirmar o título mundial, Antonelli precisava terminar a corrida entre os nove primeiros para não depender de nenhum dos concorrentes. Ao fim do GP da Cidade do México, alcançou 380 pontos, 119 além do vice-líder Verstappen quando existem somente 100 pontos restantes em disputa. A próxima corrida é o GP do Brasil, em Interlagos, de 6 a 8 de novembro.

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Ainda que Antonelli abandonasse a corrida ou ficasse fora da zona de pontuação, o que não ocorreu, George Russel, da Mercedes, ou Lewis Hamilton, da Ferrari, teriam que vencer a prova para levar a decisão do título para o GP de Interlagos, em São Paulo. S egundo cálculos de Gilcione Nonato Costa, professor de Matemática da UFMG, para o GE, da Globo, a chance do italiano se sagrar campeão nos Estados Unidos era de apenas 2,8%, saltando para 93,71% no México. As estatísticas e o talento estavam com Kimi Antonelli neste domingo.

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Fonte: veja.abril.com.br

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