Em conversa com jornalista, candidato disse que pode usar a Caixa Econômica Federal para comprar e refinanciar débitos
Entre as várias declarações sobre novas propostas de governo feitas por Flávio Bolsonaro nesta primeira semana após ultrapassar o presidente Lula no primeiro turno das eleições, no domingo 4, o candidato e senador pelo PL destacou também que tem plano para os endividados.
Em uma fala a jornalistas na quarta-feira, 7, Flávio disse que planeja um programa de renegociação de dívidas tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, que dê carência a elas para o pagamento e que pode incluir, também, a entrada da Caixa Econômica Federal como compradora e refinanciadora desses débitos.
A proposta se assemelha à nova edição do Desenrola, incluída por Lula no pacote de anúncios feitos às vésperas do primeiro turno das eleições. Diferentemente do que aconteceu nas edições anteriores do Desenrola, em que o refinanciamento da dívida era feito diretamente entre o cliente e o banco, mas contando com garantias da União para que os juros ficassem mais baratos, no Desenrola 3 o governo incluiu a compra direta da dívida do banco pelo Tesouro Nacional, com descontos de até 90%, para que daí o Tesouro, por sua vez, passe a cobrar os devedores com condições melhores.
Na proposta explicada por Flávio, que não deu muitos detalhes, a Caixa poderia comprar e renegociar algumas dívidas. Dá para ajudar as pessoas que estão endividadas a pagarem as suas dívidas, inclusive, comprar dívidas de quem está devendo e refinanciar pela Caixa Econômica Federal, com um prazo mais longo, uma taxa de juro menor, disse.
De acordo com o candidato, o projeto pode incluir uma carência de seis meses para as pessoas físicas começarem a pagar o que devem, período em que a dívida ficaria congelada, e de um ano para as empresas e empreendedores.
Caso queiram abrir a própria empresa, vamos dar uma carência para as pessoas físicas de seis meses. Vai ficar congelada a sua dívida por 6 meses. Ela não vai ser reajustada e você não vai pagar nenhuma parcela”, afirmou. “Para as pessoas jurídicas, vamos dar um ano de carência para quem está devendo, vamos fazer da mesma forma. As declarações foram feita em uma breve conversa com jornalistas na saída de uma reunião com parlamentares em Brasília.
Fonte: veja.abril.com.br