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Ibovespa abre em queda após euforia pós-eleição; Fed e petróleo entram no radar

Índice recua 0,06% depois de devolver parte dos ganhos na véspera; mercado acompanha ata do banco central americano e sinais fiscais após primeiro turno

O Ibovespa abriu em leve queda nesta quarta-feira, 7, em uma sessão marcada pela realização de lucros após a forte valorização registrada no início da semana e pela cautela com o cenário externo. Por volta da abertura, o principal índice da Bolsa brasileira recuava 0,06%, aos 205 702 pontos.

O movimento acontece depois de uma disparada de 7,7% na segunda-feira, na primeira sessão após o primeiro turno das eleições, seguida por uma queda de aproximadamente 0,5% na terça. Para Gustavo Assis, CEO da Asset, o desempenho mais recente indica uma acomodação depois da reação inicial dos investidores ao resultado eleitoral. O Ibovespa entra na sessão após uma acomodação dos ganhos: depois da disparada de 7,7% na segunda-feira, o recuo de aproximadamente 0,5% na terça sugere realização de lucros, afirma Assis.

O executivo ressalta que o movimento não ocorre de maneira uniforme entre as ações. Banco do Brasil sofreu pressão adicional após o J.P. Morgan rebaixar sua recomendação para o papel, enquanto a Petrobras devolveu parte da valorização anterior.

No cenário doméstico, o resultado do primeiro turno continua no centro das atenções. Segundo Assis, a melhora da percepção eleitoral permanece relevante para os ativos brasileiros, mas os investidores agora devem buscar sinais mais concretos sobre a política econômica e fiscal. A melhora da percepção eleitoral continua relevante, mas o mercado precisa confirmar se as propostas fiscais e a composição do Congresso permitem transformar expectativas em medidas, diz.

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Fed e petróleo voltam ao radar

No exterior, a atenção está concentrada na divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve. O documento pode oferecer novas pistas sobre a disposição do banco central americano para elevar novamente os juros.

O petróleo acima de 100 dólares também adiciona cautela ao mercado. A manutenção da commodity nesse patamar pode aumentar as preocupações com a inflação global e, consequentemente, influenciar as expectativas para a trajetória dos juros americanos.

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Nos próximos dias, além do Fed e do petróleo, as pesquisas eleitorais e as sinalizações econômicas dos candidatos devem continuar influenciando os negócios. A entrada de capital estrangeiro e uma eventual continuidade da queda dos juros futuros brasileiros podem sustentar os ativos locais, enquanto uma postura mais dura do banco central americano ou preocupações com aumento de gastos públicos podem provocar maior aversão ao risco.

O que esperar até o segundo turno

Assis traça dois cenários possíveis para os mercados até o segundo turno, ressaltando que as faixas são hipóteses e não representam projeções ou preços-alvo.

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Em um ambiente de maior confiança na condução fiscal e estabilidade no exterior, o Ibovespa poderia alcançar a faixa de 210 mil a 220 mil pontos. Em relação ao patamar próximo de 206 mil pontos, o movimento representaria uma valorização de aproximadamente 2% a 7%. Nesse cenário, o dólar poderia recuar para uma faixa entre 4,85 e 4,95 reais.

Em uma situação adversa, com devolução de parte do otimismo observado após o primeiro turno, o índice poderia recuar para a região entre 195 mil e 200 mil pontos, queda de aproximadamente 3% a 5%, enquanto o dólar poderia voltar para a faixa entre 5,10 e 5,20 reais. Essas faixas ilustram possíveis movimentos; não constituem uma projeção calculada nem um alvo garantido, ressalta Assis. Até o segundo turno, a Bolsa tende a permanecer sensível tanto às novas informações sobre a disputa eleitoral e a política fiscal quanto aos sinais vindos dos Estados Unidos.

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Fonte: veja.abril.com.br

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